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Versículo da semana:

VERSÍCULO DA SEMANA:
"E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?" (Lucas 6:46)


Frase do momento

Frase do momento:

"Não é minha intenção atacar o denominacionalismo do cristianismo como errôneo. Eu somente quero dizer que para que o corpo de Cristo encontre uma efetiva expressão local, a base de comunhão deve ser verdadeira. E esta base é a relação de vida dos membros com o Seu Senhor e a sua desejosa submissão a Ele como o Cabeça. Tampouco estou pleiteando por aqueles que irão fazer uma seita carnal daquilo que poderia chamar de 'localismo', isto é, a estrita demarcação de igrejas por localidades. Porque tal pode ocorrer facilmente. Se o que estivermos fazendo hoje em vida se tornar amanhã um mero método, tal que seu próprio caráter alguns dos Seus forem excluídos, possa o Senhor ter misericórdia de nós e quebrar tudo!" (A Vida Normal da Igreja Cristã, capítulo 4. Grifo nosso)

28 de jun de 2011

LEIA A BÍBLIA, OUÇA O SENHOR


Precisamos de mais intimidade com o Senhor da Palavra e com a Palavra do Senhor.
Hoje o povo de Deus se corrompe por falta da Palavra. Gastamos muito tempo lendo livros que trazem revelações espirituais e investimos pouco na meditação e no estudo da Bíblia. Precisamos da Luz do Senhor para compreender, com todos os santos, qual é a vontade central de Deus nas Sagradas Escrituras. Para despertar ainda mais o nosso interesse pela leitura, disponibilizamos o texto a seguir.



O  C Â N O N  D A  B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções


ÍNDICE
1. Por que estamos preocupados com a Bíblia? .................................................................................. 02
2. Quais os livros que compõem a Bíblia e por quê? ........................................................................... 06
3. O que temos nos livros do Cânon sãos as próprias palavras escritas pelos autores bíblicos? ............ 15
4. Realmente importa para nós afirmarmos a inerrância verbal dos manuscritos originais? ..................... 18
5. O que a Bíblia afirma de si mesma? ................................................................................................ 20
6. Como podemos justificar a alegação de que a Bíblia é a Palavra de Deus? ....................................... 29
7. O que significa “Inerrância da Bíblia”? ........................................................................................... 30
8. A Declaração de Chicago Sobre a Inerrância da Bíblia. ................................................................... 32
9. As Traduções da Bíblia. ................................................................................................................ 40
BIBLIOGRAFIA


Introdução Bíblica: Como a Bíblia chegou até nós.
Norman Geisler e William Nix (Ed. Vida).

A Bíblia e sua história: O surgimento e o impacto da Bíblia. Stephen M. Miller e Robert V. Huber (SBB)
História da Bíblia no Brasil. Luiz Antônio Giraldi. (SBB)O C Â N O N D A B Í B L I A
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1. POR QUE ESTAMOS PREOCUPADOS COM A BÍBLIA?
Porque esta palavra não é para vós outros coisa vã; antes, é a vossa
vida; e, por esta mesma palavra, prolongareis os dias na terra à
qual, passando o Jordão, ides para a possuir. (Dt 32.47)
1.1 - Nossa convicção
Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, constituída de 66 livros do Antigo e Novo testamento, é totalmente  
inspirada por Deus e sem erro nos manuscritos originais, escritos sob a inspiração do Espírito Santo, e que
tem a autoridade suprema em todas as questões de verdade, fé e conduta. Nas questões não abordadas pela  
Bíblia, o que é verdadeiro e justo é avaliado por critérios coerentes com os ensinamentos da Bíblia. (2
Timóteo 3.16, 2 Pedro 1.20,21, Marcos 13.31; João 8.21, 22; 20.31, Atos 20.32)
Cremos que as intenções de Deus são reveladas através das intenções de autores humanos inspirados, mesmo
quando a intenção dos autores era expressar o significado divino de algo que eles mesmos não estavam
plenamente conscientes, como, por exemplo, no caso de algumas profecias do Antigo Testamento (1 Pedro
1.10-11; João 11.51). Assim, o significado dos textos bíblicos é uma realidade histórica fixa, enraizada nas
intenções históricas de seus autores divino e humanos. No entanto, embora o significado não mude, a
aplicação desse significado pode mudar em várias situações. Porém, não é legítimo inferir um significado a
um texto bíblico que não seja comprovadamente retirado das palavras que o próprio Deus inspirou (2 Pedro 
3.16; Mateus 4.6-7).
Portanto, o processo de descobrimento da intenção de Deus na Bíblia (de qual é o sentido mais pleno do
texto) é fruto de um esforço humilde e cuidadoso de encontrar na linguagem das Escrituras o que os autores
humanos intencionavam comunicar. Habilidades limitadas, preconceitos de tradições, o pecado pessoal e
pressupostos culturais, muitas vezes obscurecem o significado dos textos bíblicos. Por isso que o trabalho do 
Espírito Santo (1 Coríntios 2.12-16) e a oração (Salmo 119.12, 18; Efésios 1.18) são essenciais para o
entendimento correto da Bíblia.
1.2 - A tradição evangélica
DECLARAÇÃO DOUTRINÁRIA DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA (I - ESCRITURAS SAGRADAS)
A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana (1). É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo
aos homens (2). Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito 
Santo (3). Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os
crentes e promover a glória de Deus (4). Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro e por isso é um
perfeito tesouro de instrução divina (5). Revela o destino final do mundo e os critérios pelos quais Deus
julgará todos os homens (6). A Bíblia é autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem
ser aferidas a doutrina e a conduta dos homens (7). Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos
ensinos de Jesus Cristo (8).
(1) Sl 119.89; Hb 1.1; Is 40.8; Mt 24.35; Lc 24.44,45; Jo 10.35; Rm 3.2; I Pe 1.25; I Pe 1.21.
(2) Is 40.8; Mt 22.29; Hb 1.1,2; Mt 24.35; Lc 24.44,45; 16.29; Rm 16.25,26; I Pe 1.25.
(3) Ex 24.4; II Sm 23.2; At 3.21; II Pe 1.21.
(4) Lc 16.29; Rm 1.16; II Tm 3.16, 17; I Pe 2.2; Hb 4.12; Ef 6.17; Rm 15.4.
(5) Sl 19.7-9; Sl 119.105; Pv 30.5; Jo 10.35; 17.17; Rm 3.4; 15.4; II Tm 3.15-17.O C Â N O N D A B Í B L I A
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(6) Jo 12.47.48; Rm 2.12,13.
(7) II Cr 24.19; Sl 19.7-9; Is 34.16; Mt 5.17, 18; Is 8.20; At 17.11; Gl 6.16; Fp 3.16; II Tm 1.13.
(8) Lc 24.44,45; Mt 5.22,28,32,34,39; 17.5; 11.29,30; Jo 5.39, 40; Hb 1.1,2; Jo 1.1,2,14.
THE BAPTIST FAITH AND MESSAGE 2000 (A FÉ E A MENSAGEM BATISTA) – SBC
1) As Escrituras: A Bíblia Sagrada foi escrita por homens divinamente inspirados e é a revelação do próprio
Deus ao homem. É um tesouro perfeito de instrução divina. Deus é o seu autor, a salvação é o seu fim, e a
verdade, sem mistura de erro, seu assunto. Portanto, toda a Escritura é totalmente verdadeira e confiável.
Revela os princípios pelos quais Deus nos julga, portanto é e continuará sendo até o fim do mundo, o
verdadeiro centro da união cristã e o padrão supremo pelo qual toda conduta humana, credos e opiniões
religiosas devem ser baseados. Toda a Escritura é um testemunho de Cristo, sendo Ele o próprio foco da
revelação divina.
(Êxodo 24:4; Deuteronômio 4:1-2; 17:19; Josué 8:34; Salmo 19:7-10; 119:11, 89, 105, 140: Isaías 34:16; 40:8; Jeremias
15:16; 36:1-32; Mateus 5:17-18; 22:29; Lucas 21:33; 24:44-46: João 5:39; 16:13-15; 17:17; Atos 2:16ss.: 17:11;
Romanos 15:4; 16:25-26; 2 Timóteo 3:15-17; Hebreus 1:1-2; 4:12; I Pedro 1:25; 2 Pedro 1:19-21)
CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER - 1646 (ARTIGO PRIMEIRO, PARÁGRAFO OITAVO)
O Antigo Testamento em hebraico (língua original do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em grego
(a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito ), sendo inspirados
imediatamente por Deus, (1) e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os
séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles
como para um supremo tribunal (2); mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que 
tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las (3), esses livros têm de 
ser traduzidos nas línguas comuns de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a Palavra de Deus,
permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam a esperança pela
paciência e conforto das Escrituras (4).
(1) Mt 5. 18.
(2) Is 8. 20; At 15. 14-18.
(3) Jo 5. 39; II Tm 3. 14,15; II Pe 1.19.
(4) I Co 14. 6, 9, 11, 12, 24, 27, 28; Mt 28.19, 20; Cl 3. 16; Rm 15. 4.
A SOCIEDADE TEOLÓGICA EVANGÉLICA (ETS)
A Bíblia, e somente a Bíblia em sua totalidade, é a Palavra de Deus escrita e, portanto, infalível nos seus
originais.
PACTO DE LAUSANNE – 1974 (ARTIGO DOIS: A AUTORIDADE E O PODER DA BÍBLIA)
Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Antigo como do Novo
Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a
única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu
propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em O C Â N O N D A B Í B L I A
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Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo 
de Deus em todas as culturas, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os
próprios olhos, e assim revela a toda a Igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.
(2 Timóteo 3.16; 2 Pedro 1.21; João 10.35; Isaías 55.11; 1 Coríntios 1.21; Romanos 1.16, Mateus 5.17-18; Judas 3,
Efésios 1:17-18; 3:10, 18)
DECLARAÇÃO DE CHICAGO SOBRE A INERRÂNCIA BÍBLICA – 1978 (SÍNTESE DE DECLARAÇÕES)
2. As Escrituras Sagradas, sendo a própria Palavra de Deus, escritas por homens preparados e
supervisionados por Seu Espírito, possuem autoridade divina infalível em todos os assuntos que abordam:
devem ser cridas, como instrução divina, em tudo o que afirmam; obedecidas, como mandamento divino, em 
tudo o que determinam; aceitas, como penhor divino, em tudo que prometem... 4. Tendo sido na sua
totalidade e verbalmente dadas por Deus, as Escrituras não possuem erro ou falha em tudo o que ensinam,
quer naquilo que afirmam a respeito dos atos de Deus na criação e dos acontecimentos da história mundial,
quer na sua própria origem literária sob a direção de Deus, quer no testemunho que dão sobre a graça
salvadora de Deus na vida das pessoas.
1.3 - Muitos em nossos dias negam a existência da Verdade
MICHAEL NOVAK (First Things, setembro 1994, p. 21), Templeton Prize Address (Prêmio Templeton para o progresso
em pesquisas e descobertas sobre realidades espirituais)
“Não existe tal coisa como a verdade”, eles ensinam até mesmo aos mais pequenos. “A
verdade é escravidão. Acredite no que parece certo para você. Há tantas verdades quantos são
os indivíduos. Siga seus sentimentos. Faça o que quiser. Entre em contato com você mesmo.
Faça aquilo que te faz sentir mais confortável”. Aqueles que falam dessa maneira, estão
construindo as prisões do século 21. Eles fazem o trabalho dos tiranos.
1.4 - Um traço do secularismo é a crítica da Bíblia como uma mistura de verdade e erro
STAR TRIBUNE, 17/10/ 1992 – Carta de um Ateu de Minnesota
Uma das poucas demonstrações de valor na Bíblia é: “E conhecerei a verdade e a verdade vos
libertará”... O conhecimento da Bíblia é impedido pela censura informal imposta por líderes
religiosos que preferem que seus seguidores não saibam o que de fato nela está – as inúmeras
contradições, erros históricos, o plágio, disparates sem sentido, absurdos, profecias, mitos
apresentados como fato histórico, e inúmeras atrocidades divinamente ordenada ou
aprovadas... É verdade que a Bíblia tem algum material de valor, incluindo histórias
divertidas, os sentimentos de inspiração e observações astutas sobre o comportamento
humano. No entanto, essas peças de valor provavelmente poderiam ser contidas em um
panfleto.
1.5 - Os livros sagrados de outras religiões tornam-se cada vez mais “concorrentes”
Kenneth Cragg, “Contemporary Trends in Islam” in Muslims and Christians on the Emmaus Road, ed. J. Dudley
Woodberry (Monrovia, CA: MARC, 1989)O C Â N O N D A B Í B L I A
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O islamismo é essencialmente fundamentalista de uma forma que a fé cristã bíblica nunca
poderia validamente ser. Porque o Alcorão é entendido como a verba ipsissima verba [as
próprias palavras] do próprio Deus, dada no Tanzil [o "envio de cima para baixo"] de Maomé,
em árabe, como uma transcrição do Livro Divino no céu. (P. 28)
1.6 - Uma característica do cristianismo liberal é a rejeição da infalibilidade da Bíblia e o chamado para
encontrarmos um cânon dentro do CÂNON
ERNST KAESEMANN, citado em Gerhard Maier, The End of the Historical Method (Concordia Pub. House, 1974)
A Escritura que alguém atribui a ela mesma e sobre a qual... ele entrega-se acriticamente sem a
“chave principal” não só leva a uma multiplicidade de confissões, mas também à incapacidade
de se distinguir entre a fé e a superstição, o Pai de Jesus Cristo e o ídolo... Pode o cânon do
Novo Testamento estabelecer a unidade da igreja?... Não!... Se (o cânon formal), estabelece
também uma variedade de cristologias que são parcialmente incompatíveis... o cânon como tal
também legitima mais ou menos todas as seitas e falsas doutrinas. (pp. 37-38)
1.7 - Se ela é a verdade, a mensagem da Bíblia é a única mensagem de vida eterna
Salmo 96.5 – Porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o SENHOR, porém, fez
os céus.
João 14.6 – Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao
Pai senão por mim.
João 6.67-68 – Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros
retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da
vida eterna;
Atos 4.12 – E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum
outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.
João 8.42 – Replicou-lhes Jesus: Se Deus fosse, de fato, vosso pai, certamente, me havíeis de
amar; porque eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou.
1 João 2.23 – Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho
tem igualmente o Pai.
1 João 5.12 – Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem
a vida.
1.8 - Construir nossa vida de serviço sacrificial em um erro seria lamentável
1 Coríntios 15.19 – Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais
infelizes de todos os homens.
1.9 - A Bíblia faz afirmações de inspiração, autoridade e inerrância
2 Timóteo 3.15-17 – Sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé
em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão,
para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e
perfeitamente habilitado para toda boa obra.O C Â N O N D A B Í B L I A
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1.10 - No entanto, mesmo os crentes mais devotos encontram passagens que não parecem ser coerentes com
as outras partes da Escritura e nem com a sua experiência pessoal
Tiago e Paulo
Tiago 2.24 – Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente.
Romanos 3.28 – Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das
obras da lei.
Arrependimento de Deus
1 Samuel 15.11 – Arrependo-me de haver constituído Saul rei, porquanto deixou de me seguir
e não executou as minhas palavras.
1 Samuel 15.28-29 – Então, Samuel lhe disse: O SENHOR rasgou, hoje, de ti o reino de Israel
e o deu ao teu próximo, que é melhor do que tu. Também a Glória de Israel não mente, nem se
arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa.
2. QUAIS OS LIVROS QUE COMPÕEM A BÍBLIA E POR QUÊ?
2.1 - O CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO
O significado de cânon
A palavra "cânon" significa bordão reto, ou vareta de medição, e também um guia ou um modelo ou um teste 
de verdade ou beleza.
Gálatas 6.16 – E, a todos quantos andarem de conformidade com esta regra (kanon), paz e
misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus.
O uso mais antigo da expressão “cânon” carrega o sentido de um grupo de livros que funcionam como uma
regra ou vara de medir a fé e a vida. Foi no Concílio de Laodicéia em 363 d.C. (Schaff-Herzog, I, 385).
Naquele documento, lê-se o seguinte:
“Nenhum salmo de autoria privada pode ser lido nas igrejas, nem livros não canônicos, mas
apenas os livros canônicos do Antigo e Novo Testamentos”.
O entendimento judaico de cânon no período intertestamentário
Outros livros judaicos, além dos que temos em nosso Antigo Testamento, foram escritos depois dos tempos
do Antigo Testamento. São eles:
 O Primeiro Livro de Esdras
 O Segundo Livro de Esdras
 Tobias
 Judite
 A adição do Livro de Ester
 A Sabedoria de Salomão
 Eclesiástico
 Baruc
 A Carta de Jeremias
 A Oração de Azarias
 Cântico dos Três Jovens
 Suzana
 Bel e o Dragão
 A Oração de Manassés
 O Primeiro Livro dos Macabeus
 O Segundo Livro dos MacabeusO C Â N O N D A B Í B L I A
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Os judeus não conferiram aos Apócrifos (“coisas ocultas”) a autoridade dos livros canônicos
A literatura rabínica (Talmude Babilônico, Yomah 9b)
“Após a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo afastou-se de
Israel, mas eles ainda aproveitaram o bath quol [voz celestial ou divina que proclama a vontade
de Deus ou o seu julgamento – enciclopédia judaica].”
1 Macabeus 4.45-46 (aprox. 100 a.C.) – sobre o fim das profecias
“Demoliram-no, pois, e depuseram as pedras sobre o monte da morada, em lugar conveniente, à
espera de que viesse algum profeta e se pronunciasse a esse respeito”.
1 Macabeus 9.27; 14.41
A lembrança de um profeta credenciado por Deus no meio do povo pertencia ao passado distante,
pois o autor de Macabeus podia falar de um grande sofrimento, ―qual não tinha havido desde o
dia em que não mais aparecia um profeta no meio deles‖.
Flávio Josefo (historiador judeus, nascido em c. 37/38 d.C.)
“Desde Artaxerxes (c. 435 a.C.) até os nossos dias foi escrita uma história completa, mas não foi
julgada digna de crédito igual ao dos registros mais antigos, devido à falta de sucessão exata dos
profetas”.
Nota: Ele sabia dos escritos Apócrifos, mas não os considerava canônicos.
Comunidade de Qumram
Esta comunidade (seita judaica que nos legou os Manuscritos do Mar Morto) também esperava uma profecia  
cujas palavras teriam autoridade para substituir qualquer regulamento existente (1 QS 9:11), e outras
declarações semelhantes são encontradas em outros trechos da literatura judaica (2 Baruc 85:3; Oração de
Azarias 15).
A forma do cânon judaico
O cânon hebraico tradicionalmente tem 24 livros, que incluem todos os nossos 39 e não mais, e estes são
divididos em três partes: Lei, Profetas e Escritos (Tanach: Torá, Nebiim, Chetuvim).
Torá: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio
Profetas: Josué, Juízes, Samuel (1/2), Reis (1/2), Isaías, Jeremias, Ezequiel, Os Profetas Menores
(= um livro: Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu,
Zacarias, Malaquias)
Escritos: Salmos, Jó, Provérbios, Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações, Ester,
Daniel, Esdras e Neemias (= um livro), Crônicas (1/2)
Assim, o cânon dos judeus começou com Gênesis e termina com 2 Crônicas, e não (como o que temos hoje),
com Malaquias. Nossa ordem segue a tradução grega do Antigo Testamento chamada Septuaginta, mas as
primeiras testemunhas cristãs, bem como Josefo e Philo (que usou a LXX, mas não conferiu autoridade aos
Apócrifos) mostram que os livros apócrifos incluídos na LXX não foram contados como canônicos.O C Â N O N D A B Í B L I A
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Ponteiros do NT para a existência e a extensão do cânon do AT
 Paulo assumiu a legitimidade das “Escrituras” que estavam sendo ensinadas às crianças judias:
Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o
aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para
a salvação pela fé em Cristo Jesus. (2Tm 3.14-15)
 Não há registro de qualquer disputa entre Jesus e os líderes judeus de sua época sobre qual seria a extensão
das Escrituras. Ele parecia pensar que a Bíblia deles era a sua Bíblia, e fez afirmações notáveis sobre a sua
autoridade (―A Escritura não pode falhar‖, João 10.35).
 A divisão em três partes que os judeus fizeram do Antigo Testamento foi assumida pelo Jesus:
A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco:
importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos
Salmos. (Lc 24.44)
 A ordem judaica do cânon fechado é assumida por Jesus:
Por isso, também disse a sabedoria de Deus: Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, e a alguns
deles matarão e a outros perseguirão, para que desta geração se peçam contas do sangue dos
profetas, derramado desde a fundação do mundo; desde o sangue de Abel até ao de Zacarias,
que foi assassinado entre o altar e a casa de Deus. Sim, eu vos afirmo, contas serão pedidas a
esta geração. (Lc 11.49-51)
Mas, cronologicamente o último mártir do Antigo Testamento foi Urias, o filho de Semaías, cuja morte
é descrita em Jeremias 26.20-23. Ele morreu durante o reinado de Jeoaquim, que reinou de 609-598 a.C.
No entanto, em 2 Crônicas, o último livro do cânon judaico do AT, fala que houve um Zacarias que foi
morto no pátio do templo:
O Espírito de Deus se apoderou de Zacarias, filho do sacerdote Joiada, o qual se pôs em pé
diante do povo e lhes disse: Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do
SENHOR, de modo que não prosperais? Porque deixastes o SENHOR, também ele vos
deixará. Conspiraram contra ele e o apedrejaram, por mandado do rei, no pátio da Casa do
SENHOR. (2Cr 24.20-21)
Este é um forte indício de que Jesus estava familiarizado com o cânon judaico do AT, que inclui os
livros que temos hoje.
De acordo com a contagem feita por Roger Nicole, mais de 295 vezes o Novo Testamento cita várias
partes do Antigo Testamento como divinamente autorizada, mas não cita nenhuma vez os livros do
Apócrifos ou quaisquer outros escritos como tendo autoridade divina. (“New Testament Use of the Old
Testament” in Revelation and the Bible, ed. Carl Henry [London: Tyndale Press, 1959], pp. 137-141)
Judas 14-15 faz uma citação de 1 Enoque 60.8 e 1.9, e Paulo cita autores pagãos em Atos 17.28 e Tito
1.12, mas estas citações não são tidas como Escritura nem autorizadas por causa de suas fontes. Elas são
mais para propósito de ilustração que de prova. Deve-se observar também que nem 1 Enoque nem os
autores citados por Paulo fazem parte dos escritos apócrifos. Nenhum livro apócrifo, portanto, é
mencionado no NT.O C Â N O N D A B Í B L I A
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 É certo que alguns livros do AT também não são citados no NT (por exemplo: Obadias). Porém, a
mensagem destes livros não contradiz a mensagem do NT em nenhum momento (Obadias, por exemplo,
narra como o orgulho precede o juízo e como o Senhor exalta o humilde; cf. Mt 5.3; Lc 1.51-52).
Já os livros apócrifos apresentam várias contradições em relação à mensagem do NT. Por exemplo:
Judite e Tobias justificam a falsidade, a fraude, a mentira, e fazem com que a salvação dependa
de obras meritórias.
Eclesiástico e Sabedoria de Salomão inculcam uma moralidade baseada em conveniências.
O livro de Sabedoria ensina a criação do mundo a partir de matéria preexistente [cf. Sabedoria
11.17; compare agora com Hb 11.3, onde aprendemos que Deus cria o universo a partir do nada
(creatio ex nihilo), ou seja, Deus não cria a partir de algo físico preexistente, Deus cria, como
nos coloca o escritor de Hebreus, a partir de algo “que não aparece”, o seu próprio poder].
Eclesiástico ensina que dar esmolas propicia expiação pelo pecado (3.30; cf. Rm 3.23-25).
Em Baruc se diz que Deus ouve as orações dos mortos (3.4, cf. Hb 9.27).
Os livros apócrifos também apresentam erros históricos, cronológicos e geográficos (como é o
caso de Judite, Tobias e 1 Macabeus).
O testemunho da Igreja primitiva e dos Pais da Igreja afirma o cânon judaico do AT
Melito, bispo de Sardes, cerca de 170 d.C.:
Quando eu vim para o leste e atingi o lugar onde estas coisas eram pregadas e vividas, e aprendi
com precisão os livros do Antigo Testamento, estabeleci os fatos e os enviei a vocês. Estes são os
seus nomes: cinco livros de Moisés: Gênesis, Êxodo, Números, Levítico, Deuteronômio; Josué,
filho de Num, Juízes, Rute, quatro livros dos Reinos, dois livros das Crônicas, os Salmos de Davi,
Provérbios de Salomão contendo sua sabedoria, Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos, Jó, os
profetas Isaías, Jeremias, os Doze em um único livro, Daniel, Ezequiel e Esdras. (Citado em
Eusébio, História Eclesiástica, 4.26.14)
Nenhum livro apócrifo é mencionado, e o livro que falta de nosso cânon do AT é Ester, que por algum tempo  
foi controverso e pode ter sido suprimido por motivos políticos, porque falava de um levante judaico.
Esses escritos apócrifos não se encontram na Bíblia Hebraica, mas foram incluídos na Septuaginta (a tradução
do AT para o grego, usada por muitos judeus de fala grega na época de Cristo).
O fato de que estes livros foram incluídos por Jerônimo em sua tradução da Bíblia, a Vulgata Latina (completa
em 404 d.C.), serviu de apoio à sua aceitação, embora o próprio Jerônimo tenha dito que eles não eram “livros
do Cânon”, mas apenas “Livros da Igreja”, úteis e proveitosos para os crentes em pesquisas históricas, dados
linguísticos, e para leituras inspirativas, já que estes contêm numerosas histórias a respeito da coragem e da fé  
de muitos judeus durante o período posterior ao encerramento do AT.
Grande parte dos Pais da Igreja (teólogos que viveram até poucos séculos depois da era apostólica e da Igreja
Primitiva) confirma a maioria dos livros do nosso presente cânon do AT, mas nenhum dos apócrifos é declarado
canônico. Entretanto, outros líderes da igreja antiga citam vários desses livros como Escrituras, porém, vale a 
pena ressaltar que nenhum dos Pais da Igreja latinos ou gregos que citaram os apócrifos como Escrituras O C Â N O N D A B Í B L I A
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conhecia o Hebraico (lembrem-se de que a Bíblia Hebraica não continha os apócrifos). Portanto, tinham acesso
somente à Septuaginta e à Vulgata Latina, ambas, como mencionamos acima, continham os apócrifos.
Não foi senão em 1546, no Concílio de Trento, que a Igreja Católica Romana (ICR) declarou oficialmente que
os apócrifos fazem parte do cânon. É significativo lembrar que o Concílio de Trento foi a resposta da ICR aos
ensinos de Martinho Lutero e da Reforma Protestante que se espalhavam rapidamente, e os livros apócrifos
contêm apoio para o ensino católico de oração pelos mortos e de justificação pela fé com obras, não pela fé 
somente.
Ao declarar que os apócrifos são parte do cânon, os católicos romanos estariam alegando que a igreja tem
autoridade para designar uma obra literária como “Escritura”, enquanto os protestantes têm sustentado que a 
igreja não pode levar nada a se tornar Escritura, mas apenas reconhecer o que Deus já determinou que fosse 
escrito como palavra dele próprio.
Deve-se observar que os católicos romanos usam o termo deuterocanônico em vez de apócrifo para se referir a
estes livros. Entendem que isso significa “acrescentado mais tarde ao cânon” (o prefixo deutero significa
“segundo”).
Podemos fazer uma analogia dizendo que um investigador de polícia pode reconhecer uma nota falsificada
como falsificada e outra genuína como genuína, mas não pode tornar uma nota falsa em genuína, nem pode
alguma declaração de qualquer membro da polícia fazer com que a moeda falsa se torne algo que não é,
genuína. Só o departamento do tesouro de uma nação pode fazer moeda que é moeda de verdade. De modo  
semelhante, só Deus pode fazer com que as palavras sejam palavras suas e dignas de inclusão nas Escrituras; o
povo de Deus apenas as reconhece e as inclui no cânon.
Para concluir, com respeito ao cânon do AT os cristãos hoje não precisam ter nenhum receio de que algo
necessário tenha sido deixado do lado de fora ou que alguma coisa que não a Palavra de Deus tenha sido
incluída no cânon. Jeremias 36.1-4 e Jeremias 36.27-32 nos dão uma demonstração de como Deus e os profetas
foram cuidadosos em manter cada palavra do cânon do AT. Confira!
2.2 - O CÂNON DO NOVO TESTAMENTO
O Novo Testamento assume a existência de Escrituras canônicas. O conceito não era estranho para eles, nem foi
adicionado depois.
Lucas 24.27 – E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a
seu respeito constava em todas as Escrituras.
João 5.39 – Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas
que testificam de mim.
Atos 17.2 – Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles
acerca das Escrituras,
Romanos 15.4 – Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de
que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. O C Â N O N D A B Í B L I A
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Para a igreja começar a governar a sua vida e doutrina, pautada em documento autorizado, além do
cânon das Escrituras (Antigo Testamento), algo parecido em autoridade e escopo seria necessário, ou
seja, um cânon complementar.
A Igreja Primitiva reconheceu que Jesus tinha autoridade igual e superior às Escrituras do Antigo Testamento.
Mateus 7.29 – Porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
Mateus 5.38-39 – Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não
resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra;
Marcos 13.31 – Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.
Mateus 12.41-42 – Ninivitas se levantarão, no Juízo, com esta geração e a condenarão; porque se
arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui está quem é maior do que Jonas. A rainha do
Sul se levantará, no Juízo, com esta geração e a condenará; porque veio dos confins da terra
para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui está quem é maior do que Salomão.
João 14.6 – Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai
senão por mim.
Hebreus 1.1-2 – Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais,
pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as
coisas, pelo qual também fez o universo.
O ensino de Jesus levaria inevitavelmente a uma expansão do cânon da Igreja Primitiva. O Antigo
Testamento não seria suplementado pelo que Jesus ensinou e fez. O desafio é para que a Igreja Primitiva
delimite o que é, inevitavelmente, aberto pela vinda e ensino de Jesus.
Teologicamente, um cânon fechado do Novo Testamento é o que esperaríamos de acordo com o que Deus tem
inspirado e preservado por nós no Antigo Testamento.
Se aceitamos o testemunho [de Jesus] sobre a autoridade dada por Deus ao Antigo Testamento,
parece intrinsecamente improvável que o evento mais estupendo da história da humanidade –
vida, morte e ressurreição do SENHOR encarnado... teria sido deixado por Deus, que revelou
tudo com antecedência, sem qualquer registro oficial ou uma explicação para as gerações
futuras. (Norman Anderson, God’s Word for God’s World [London: Hodder and Stoughton,
1981], p. 124)
O próprio Jesus apontou nessa direção ao instigar a Igreja Primitiva a esperar que ele não só planejara um cânon
contendo ensino sobre si mesmo e sua palavra, mas que ele também o daria através de apóstolos autorizados e
inspirados.
Lucas 6.13-16 – E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre
eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e
André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e
Simão, chamado Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.
Atos 1.26 – E os lançaram em sortes, vindo a sorte recair sobre Matias, sendo-lhe, então, votado
lugar com os onze apóstolos.O C Â N O N D A B Í B L I A
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João 14.24-26 – Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais
ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou. Isto vos tenho dito, estando ainda convosco;
mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas
as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.
João 16.12-14 – Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando
vier, porém o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si
mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me
glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
A Igreja Primitiva viu o ensinamento que emergiu a partir de Jesus e dos apóstolos como compreendendo um  
corpo completo de verdade sobre a fé.
Judas 3 – Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum
salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes,
diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.
Paulo viu o ensino apostólico como a fundação da igreja (= Canon) e viu o seu próprio ensino como a expressão
exata das palavras e dos mandamentos do SENHOR.
Efésios 2.19-20 – Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois
da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo,
Cristo Jesus, a pedra angular;
2 Coríntios 13.3 – Posto que buscais prova de que, em mim, Cristo fala, o qual não é fraco para
convosco; antes, é poderoso em vós.
1 Coríntios 14.37 – Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do
Senhor o que vos escrevo.
1 Coríntios 2.12-13 – Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem
de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também
falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito,
conferindo coisas espirituais com espirituais.
Pedro viu os escritos de Paulo como parte de um cânon ampliado das Escrituras, ao lado das Escrituras do Antigo
Testamento.
2 Pedro 3.15-16 – Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca
destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas
coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as
demais Escrituras, para a própria destruição deles.
Com esta trajetória em direção à construção de um novo cânon que daria o registro autorizado da vida e dos  
ensinamentos de Jesus e os ensinamentos fundamentais de seus porta-vozes oficiais, o que restou para a Igreja
Primitiva fazer foi discernir quais escritos eram o cumprimento da promessa de Jesus aos apóstolos. A ascensão
de doutrinas heréticas e o uso de livros distorcidos (Marcião, 140 d.C.), estimulou o processo de canonização.
Como a igreja faz isto?
O critério principal foi a apostolicidade. Não apenas: “O livro foi escrito por um apóstolo?”, mas também: “O
livro foi escrito na companhia de um apóstolo, supostamente com a sua ajuda e apoio?”.O C Â N O N D A B Í B L I A
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Mateus: Apóstolo
Marcos: Intérprete de Pedro e assistente (Papias, Bispo de Hierápolis 60-140 d.C.: ―Marcos
tornou-se intérprete de Pedro, escreveu exatamente tudo o que ele se lembrou‖ em Eusébio, EH
III, 39,15)
Lucas: Colaborador próximo e parceiro de Paulo (conhecido a partir de Atos)
João: Apóstolo
13 Epístolas de Paulo: Apóstolo
Hebreus: a partir do Círculo Paulino (Hebreus 13.22-24: ―Rogo-vos ainda, irmãos, que suporteis
a presente palavra de exortação; tanto mais quanto vos escrevi resumidamente. Notifico-vos que
o irmão Timóteo foi posto em liberdade; com ele, caso venha logo, vos verei. Saudai todos os
vossos guias, bem como todos os santos. Os da Itália vos saúdam.‖)
Tiago: Irmão de Jesus e chamado apóstolo – Gálatas 1.19 (―Mas eu não vi nenhum outro dos
apóstolos senão a Tiago, irmão do Senhor‖).
1 e 2 Pedro: Apóstolo
1, 2, e 3 João: Apóstolo
Judas: irmão de Tiago
Apocalipse: por João, o Apóstolo
Os livros mais controversos, que levaram mais tempo para serem confirmados por toda a igreja, foram: Hebreus,
Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João e Judas. Mas no final a Igreja discerniu sua harmonia com os outros, sua antiguidade
e apostolicidade essencial.
A lista dos livros, à parte dos livros controversos, foi conhecida, o mais tardar, no final do século segundo (por
Irineu de Lion, cerca de 180 d.C.).
A primeira lista com todos os 27 livros está na Trigésima Nona Carta Pascal de Atanásio, bispo de Alexandria
em 367 d.C. Esta lista foi afirmada pelo Sínodo de Hipona em 393 d.C.
2.3 – SOBRE A LISTA DO CÂNON DO NOVO TESTAMENTO
O Dr. Foakes-Jackson expressa a visão ortodoxa:
A Igreja certamente não fez o Novo Testamento, os dois cresceram juntos. (A History of Church
History, p. 21)
F. F. Bruce diz o seguinte:
O que é particularmente importante para se notar é que o cânon do Novo Testamento não foi
demarcado pelo decreto arbitrário de qualquer Consílio da Igreja. Quando, finalmente, um
Consílio da Igreja – Sínodo de Hipona em 393 – listou os 27 livros do Novo Testamento, não O C Â N O N D A B Í B L I A
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conferiu-lhes qualquer autoridade que já não possuíam, mas simplesmente gravou sua
canonicidade previamente estabelecida. (The Books and the Parchments, pp. 112-113.)
A lista do cânon do Novo Testamento:
Cinco livros de narrativa: Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos.
Vinte e uma cartas: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2
Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom, Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João, e
Judas.
Um livro de revelação, profecias e cartas: o Apocalipse.
O que faríamos se fosse descoberta outra epístola de Paulo?
É uma questão difícil, porque implicam considerações conflitantes. Por um lado, se grande maioria dos fiéis
estivesse convicta de que é de fato uma autêntica epístola paulina, escrita no decorrer do cumprimento do ofício
apostólico de Paulo, então a natureza da autoridade apostólica de Paulo garantiria que o escrito representaria as
palavras do próprio Deus (bem como de Paulo) e que seu ensino estaria de acordo com o restante das Escrituras.
Mas o fato de não ter sido conservada como parte do cânon indicaria que não estava entre os escritos que os
apóstolos queriam que a igreja conservasse como parte das Escrituras. Além disso, deve-se dizer de imediato
que tal pergunta hipotética é só isso: hipotética.
É importante ressaltar, que nem tudo o que um apóstolo escreveu seria considerado Escritura. Escritos
canônicos foram aqueles produzidos enquanto os apóstolos davam instruções apostólicas à igrejas e indivíduos
cristãos (tais como Timóteo e Filemom). Também é bem provável que os apóstolos tenham dado às igrejas
alguma orientação sobre quais obras eles pretendiam que fossem preservadas e usadas com Escrituras nas
igrejas (Cf. Cl 4.16; 2Ts 3.14; 2Pe 3.16).
Aparentemente, houve alguns escritos que tinham autoridade divina absoluta, mas que os apóstolos não
decidiram preservar como “Escrituras” para as igrejas (tais como a “carta anterior” de Paulo aos coríntios: veja
1Co 5.9).
Além disso, os apóstolos ofereceram muito mais ensinos orais, que possuíam autoridade divina (2Ts 2.15), mas
que não foram escritos e preservados como Escrituras. Portanto, para que uma obra fosse incluída no cânon, era
necessária além da autoria ou autorização apostólica, sua preservação pela igreja sob a direção dos apóstolos.
É Excepcionalmente difícil imaginar que tipo de dados históricos precisariam ser descobertos para que se
pudesse demonstrar de modo convincente a toda a Igreja que uma carta extraviada por mais de 1900 anos seria
de autoria paulina (ou de qualquer outro apóstolo) genuína, e é ainda mais difícil compreender como nosso Deus
soberano poderia ter cuidado fielmente de seu povo por mais de 1900 anos e ainda assim permitir que seus
filhos fossem privados de algo que desejava que possuíssem como parte de sua revelação final em Jesus Cristo.
Essas considerações tornam tão improvável que tal manuscrito seja descoberto em alguma época futura, que 
essa pergunta hipotética de fato não merece consideração mais séria. O cânon das Escrituras hoje é exatamente o
que Deus queria que fosse e assim permanecerá até a volta de Cristo.O C Â N O N D A B Í B L I A
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3. O QUE TEMOS NOS LIVROS DO CÂNON SÃO AS PRÓPRIAS PALAVRAS
ESCRITAS PELOS AUTORES BÍBLICOS?
Temos os manuscritos originais do Novo Testamento?
Nós não temos o papel ou o papiro ou o pergaminho no qual um autor bíblico escreveu. Temos cópias
dos originais.
As cópias e traduções dos originais distorceram as palavras dos autores bíblicos?
Não. Como veremos a seguir.
Como foram preservados os manuscritos do Novo Testamento?
A primeira impressão do Novo Testamento grego foi publicada em 1516 por Erasmus. Antes disso, cada
cópia era produzida à mão – manuscrita. Devemos as nossas Bíblias ao amor e ao cuidado meticuloso
investidos por inúmeros monges e eruditos dos primeiros 1.500 anos da era cristã.
Quantos manuscritos dos escritos do Novo Testamento nós possuímos hoje?
Mais de 5.000! Em 1967 as estatísticas eram:
 266 Textos unciais (letras grandes arredondadas)
 2.754 Textos minúsculos
 2.135 Porções lecionários (livros usados no culto da igreja, séc. 4 a 12)
 81 Papiros
 5.236 TOTAL
Como é que esta quantidade de provas se compara com outros escritos antigos da mesma época?
Nós não temos os manuscritos originais de todos os outros escritores deste mesmo período da história. Além  
disso, a evidência textual de outros escritos não se pode comparar com a riqueza dos manuscritos do Novo
Testamento. Como por exemplo:
Os escritos clássicos da Grécia e de Roma ilustram de modo extraordinário o caráter da
preservação dos manuscritos bíblicos. Em contraposição ao número total de mais de 5 mil
manuscritos do Novo Testamento conhecidos hoje, outros livros históricos e religiosos do mundo
antigo praticamente desaparecem. Só 643 exemplares da Ilíada de Homero sobreviveram em
forma de manuscrito. Da História de Roma, de Tito Lívio, restaram apenas 20 exemplares, e a
obra Guerras gálicas (composto entre 58 e 50 a.C.), de César, só se conhece mediante 9 ou 10
manuscritos (e o mais antigo é de 900 anos após o evento!). Da obra de Tucídides, Guerra do
Peloponeso, dispomos em apenas 8 manuscritos; as Obras de Tácito só podem ser encontradas
em 2 manuscritos. Uma pesquisa das evidências em manuscritos do Antigo Testamento, embora
não sejam tão numerosas como as do Novo, revela a natureza e a comprovação documentária
dos textos originais da Bíblia hebraica. O mesmo quadro geral, é verdade de Heródoto (que
viveu cerca de 480-425 d.C.). [Introdução Bíblica: Como A Bíblia Chegou até nós, Norman
Geisler & William Nix, Ed. Vida, p. 135]O C Â N O N D A B Í B L I A
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Será que este pequeno número de manuscritos leva os eruditos seculares ao desespero ao descobrirem que nós
podemos saber o que estes autores bíblicos realmente escreveram?
F. F. Bruce comenta o seguinte:
Nenhum estudioso dos clássicos daria ouvido à tese de que a autenticidade de Heródoto ou
Tucídides padece dúvida porquanto os mais antigos manuscritos de alguma valia que lhes restam
dos escritos famosos datam de mais de 1.300 anos após os originais. [Merece Confiança o Novo
Testamento, Vida Nova, p. 23-24]
Então você está dizendo que o Novo Testamento é o único a ter tantos manuscritos confiáveis?
Sim. Nenhum outro livro antigo chega perto desse tipo de riqueza de preservação diversa.
Quais são alguns dos fragmentos mais antigos?
De data ainda mais remota é um fragmento de códex de papiro contendo João 18.31-33, 37s.,
ora na Biblioteca de John Rylands, em Manchester, atribuído em bases paleográficas, a mais ou
menos 130 d.C., evidência de que o mais recente dos quatro Evangelhos, escrito, segundo a
tradição, em Éfeso, entre 90 e 100 d.C., circulava no Egito dentro de cerca de quarenta anos
após a composição (se, como parece muito mais provável, este papiro originou-se no Egito, onde
foi adquirido em 1917). [Merece Confiança o Novo Testamento, Vida Nova, p. 25]
Dois dos únicos manuscritos completos do Novo Testamento vêm de 350 d.C., chamado Códex
Sinaiticus, porque foi descoberto em um mosteiro no Monte Sinai. Atualmente acha-se no Museu
Britânico.
Os manuscritos são a única fonte de nosso conhecimento do texto original dos escritos do Novo Testamento?
Não. Além de manuscritos, há citações do Novo Testamento em escritos muito antigos fora do Novo
Testamento. Por exemplo, no Didaquê, na Epístola de Barnabé e na Carta de Clemente aos Coríntios,
que foram produzidos cerca de 100 d.C. e citam extensivamente os escritos do Novo Testamento.
Também as cartas de Inácio e Policarpo, Bispo de Antioquia, cerca de 120 d.C. contêm muitas citações
tanto dos Evangelhos quanto das Epístolas.
Será que todos estes manuscritos criam problemas ou soluções na tentativa de acharmos os escritos originais?
O grande número de manuscritos do Novo Testamento resulta em duas coisas: 1) Existem muitas
variações na formulação das palavras, já que todos eles foram copiados à mão e, portanto, ficaram
sujeitos a erros humanos; e 2) há tantos manuscritos disponíveis que estes erros tendem a ser auto
corrigidos pelo testemunho dos milhares de manuscritos que temos para comparar.
F. F. Bruce conclui o seguinte:
Felizmente, se o elevado número de manuscritos aumenta o índice de erros escribais,
aumenta, em medida idêntica, os meios para a correção desses erros, de sorte que a
margem de dúvida deixada no processo de restauração dos termos exatos do original não
é tão grande como se poderia temer; pelo contrário, é, em verdade, marcadamente
reduzida. [Merece Confiança o Novo Testamento, Vida Nova, p. 27]O C Â N O N D A B Í B L I A
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Há algum ramo de Estudos Bíblicos que se ocupa de achar as palavras exatas dos textos originais?
Sim. Esse ramo de estudo se chama Crítica Textual.
A história do texto da Bíblia na igreja pode ser dividida em vários períodos básicos, de
modo especial com referência ao Novo Testamento: 1) o período de reduplicação (até
325), 2) o período de padronização do texto (325-1500), 3) o período de cristalização
(1500-1648) e 4) o período de crítica e de revisão (1648 até o presente). [Introdução
Bíblica: Como A Bíblia Chegou até nós, Norman Geisler & William Nix, Vida, p. 158]
Uma vez reunidos todos os manuscritos e as demais evidências que dão testemunho
quanto ao texto das Escrituras, o estudante da crítica textual torna-se herdeiro de uma
tradição grandiosa. Ele passa a ter à sua disposição grande parte dos documentos que
devem ser usados a fim de apurar a verdadeira redação do texto bíblico. [Ibid., p. 155]
É importante a doutrina da inerrância nos manuscritos originais?
Nossa convicção:
Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, totalmente inspirada e sem erro nos manuscritos
originais,...
Sim, é importante, porque afirma a realidade da inspiração histórica objetiva. Há uma vara de medição
para a qual devemos nos voltar. À medida que nos aproximamos do texto original, chegamos perto das
palavras do próprio Deus.
Autoridades no texto do NT, B. F. Westcott e F. J. A. Hort, disseram o seguinte:
A proporção de palavras praticamente aceitas por todos como estando acima de qualquer
suspeita é grande; não inferior a um cálculo bruto que engloba 7/8 do todo. O 1/8 restante...
formado em grande parte por mudanças de ordem de palavras e outras trivialidades
comparativas constitui toda a área da crítica [textual]... As palavras que em nossa opinião ainda
estão sujeitas a qualquer dúvida constituem cerca de 1/60 apenas de todo o Novo Testamento. A
variação substancial constitui uma pequena fração apenas da variação total residuária e
dificilmente pode formar mais do que parte 1/100 de todo o texto. (The New Testament in the
Original Greek, pp. 2-3)
F. F. Bruce conclui o seguinte:
As variantes que subsistem passíveis de certa dúvida aos olhos dos críticos textuais não afetam
nenhum ponto importante, seja em matéria de fato histórico, seja questões de fé e prática.
[Merece Confiança o Novo Testamento, Vida Nova, p. 27]O C Â N O N D A B Í B L I A
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4. REALMENTE IMPORTA PARA NÓS AFIRMAMOS A INERRÂNCIA VERBAL DOS
MANUSCRITOS ORIGINAIS (QUE NÓS NÃO POSSUÍMOS!)?
Nossa convicção:
Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, totalmente inspirada e sem erro nos manuscritos
originais, escritos sob a inspiração do Espírito Santo,..
Negar a inerrância verbal dos manuscritos originais implicaria uma de três coisas:
 Que não acreditamos na inerrância verbal e ponto final; ou
 Que pensamos que a inerrância se refere apenas à inerrância de ideias bíblicas e não às palavras da
Bíblia; ou
 Que não acreditamos que a doutrina da inerrância verbal seja importante o suficiente para afirmarmos.
Se não acreditamos na inerrância verbal dos manuscritos originais, negamos a doutrina da inerrância verbal e 
impugnamos inteiramente a doutrina da inspiração.
Negar a inerrância verbal dos manuscritos originais da Bíblia significa negar totalmente a inerrância da
Escritura, porque não há nenhuma maneira consistente de se afirmar a inerrância de nossas versões gregas e
hebraicas ou de nossas traduções em português.
Não resta qualquer razão para se pensar que os livros da Bíblia permaneceram infalíveis no processo de cópia de
um manuscrito que não seja inerrante. Assim, negar a inerrância dos manuscritos originais é negar totalmente a
inerrância verbal das Escrituras.
Se negarmos inteiramente a doutrina da inerrância verbal, então nós também impugnamos a inspiração das
Escrituras, porque isto sugeriria que Deus inspirou os escritores bíblicos a dizerem coisas erradas. E uma vez 
que criaria um problema moral no que diz respeito à Deus dizer ou não a verdade, isto sugere que Deus
realmente não inspirou os livros da Bíblia.
Outra razão para se negar a inerrância verbal dos manuscritos originais é pensarmos que a inerrância se refere
apenas às ideias bíblicas inerrantes e não às próprias palavras da Bíblia.
O primeiro problema com este pressuposto é que o ensino bíblico sobre a inspiração afirma que a inspiração é
uma inspiração das próprias palavras da Escritura. Em outras palavras, as ideias inerrantes de Deus foram-nos
dadas em palavras que o próprio Deus designou. (2 Timóteo 3.16, Mateus 5.17-18, 1 Coríntios 2.13, etc.) Nós
iríamos contra o ensino das Escrituras para dizer que as ideias de Deus são infalível, mas as afirmações verbais
nos manuscritos originais não são.
O segundo problema com a afirmação da inerrância das ideias e não das palavras é que ela deixa as ideias livres
do meio que Deus escolheu para comunicá-las a nós. Admitimos que uma palavra é apenas um símbolo de uma
intenção. Mas dizer que as intenções de Deus são verdadeiras e que não tem qualquer conexão com o texto da
Escritura nos isola das intenções de Deus, tornando-as totalmente inalcançáveis. Deus nos deu o acesso às suas
ideias através das palavras da Escritura. As palavras de Deus são a âncora de nossos pensamentos na mente de O C Â N O N D A B Í B L I A
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Deus. Se deixarmos nossas mentes livres daquelas palavras, estaremos à deriva e não teremos qualquer certeza
do que seja o verdadeiro conhecimento de Deus.
Uma terceira razão para se negar a inerrância verbal dos manuscritos originais é que alguns não acreditam que
seja importante o suficiente afirmar a sua inerrância, mesmo crendo que ela seja verdadeira. Isso geralmente é  
afirmado dizendo-se o seguinte: “Nós não temos os originais, de modo que qual seria o bem em se afirmar
qualquer coisa sobre eles; devemos fazer afirmações sobre aquilo que de fato temos!”.
Suponha que eu lhe escrevi uma carta com instruções cuidadosas sobre como chegar à minha casa para uma 
reunião importante. Na carta, eu lhe pedi para partilhar esta informação com outras pessoas que também
precisam vir. Em seguida, suponha que você digitalizou duas vezes a carta em um computador em dois dias
diferentes, e, em seguida, enviou os arquivos em dois lotes de e-mails para aqueles que deveriam vir. Mas
suponhamos que em um conjunto de e-mails o scanner descaracterizou o original e converteu “Rua 244” para  
“Rua 249” e no outro “Rua 244” veio com grafia exata. Agora, suponha que a carta original foi perdida.
As pessoas que receberam os e-mails descobriram que as suas instruções não batiam, por isso elas veem até
você para perguntar qual é o correto. Mas você diz que perdeu o original. Alguém diz: “Ah, bem, não importa se
o original estava ou não correto, vamos adivinhar?!” Sabemos que não é assim que se procede. Alguma pesquisa
deve ser feita. Por exemplo, um especialista em computadores faz um teste no scanner e descobre que em uma
dezena de tentativas ele nunca converte um 9 em um 4, mas muitas vezes converte um 4 em um 9. Então você
conclui que a carta original deve ler: “Rua 244” que se converteu a “Rua 249”, e não o contrário. E assim todos
chegam à reunião importante.
Agora, todo mundo chegar à reunião dependia da crença de que o número original era verdade e que todos os
esforços para se voltar à redação original foi crucial – mesmo que o número original não existisse mais. Se o
texto original da Bíblia não é infalível, como alguns afirmam, haveria pouco incentivo para se tentar voltar o
mais próximo possível ao significado original através dos estudos da crítica do texto, que formam a base de
todas as nossas traduções.
Há um cinismo estranho que muitas vezes acompanha a tese de que afirmar a inerrância dos originais não seja  
importante. Às vezes ele se manifesta com questões retóricas do tipo: “Você não acha que a Bíblia que você tem
na mão é inerrante?”. E assim esta questão se contrapõe com uma visão mais elevada da inerrância.
A resposta à pergunta é: as nossas versões gregas e hebraicas e as nossas traduções da Bíblia são inerrantes na
medida em que elas carregam fielmente o significado das palavras dos manuscritos originais.
Acredito que essa resposta reflete uma visão mais elevada (= mais acurada) do que é refletido ao dizer que toda
tradução é infalível e que a inerrância dos manuscritos originais não importa. A razão de dizermos assim é que  
as traduções diferem umas das outras em alguns assuntos. Então querer dizer que todas elas são infalíveis (a
despeito de suas diferenças) é enfraquecer o significado da inerrância ao ponto em que ela perde a realidade 
objetiva.
Por outro lado, dizer que a inerrância dos manuscritos originais seja importante eleva a realidade objetiva da
inerrância. É uma realidade histórica. Deus realmente inspirou os escritos da Bíblia a fim de que suas ideias
fossem desenvolvidas sem qualquer erro nas palavras do manuscrito original. Esta realidade histórica é um
padrão objetivo que podemos nos aproximar através da crítica textual. Sem esta convicção, versões
contemporâneas e traduções são fixados à deriva em um mar de subjetivismo com nenhum padrão objetivo paraO C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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medir a sua fidelidade. Assim, afirmar a inerrância dos manuscritos originais é oferecer um maior e mais fiel
ponto de vista da inerrância.
Portanto, alegremo-nos ao afirmar: ―Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, totalmente inspirada e sem erro
nos manuscritos originais, escritos sob a inspiração do Espírito Santo...‖.
5. O QUE A BÍBLIA AFIRMA DE SI MESMA?
5.1 - A VISÃO QUE JESUS TINHA DO ANTIGO TESTAMENTO
Jesus cria que o salmista falou pelo Espírito Santo
35
Jesus, ensinando no templo, perguntou: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de Davi?
36
O próprio Davi falou, pelo Espírito Santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha
direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. (Mc 12.35-36)
Jesus cria que o que Moisés escreveu na Lei eram palavras do próprio Deus
3
Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua
mulher por qualquer motivo?
4
Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o
princípio, os fez homem e mulher
5
e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se
unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?
6
De modo que já não são mais dois, porém
uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. (Mt 19.3-6; cf. Gn 2.23-25)
Jesus colocou a autoridade das Escrituras acima de Satanás e de suas próprias preferências Humanas
3
Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se
transformem em pães.
4
Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem,
mas de toda palavra que procede da boca de Deus...
7
Respondeu-lhe Jesus: Também está
escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus...
10
Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás,
porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. (Mt 4.3-4, 7, 10)
Jesus cria que toda a Escrituras seria cumprida
17
Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.
18
Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais
passará da Lei, até que tudo se cumpra. (Mt 5.17-18)
Jesus viu Moisés e os Profetas falando verdades contundentes sobre como evitar o inferno
27
Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna,
28
porque tenho cinco
irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento.
29
Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.
30
Mas ele insistiu: Não, pai
Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.
31
Abraão, porém, lhe
respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que
ressuscite alguém dentre os mortos. (Lc 16.27-31)O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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Jesus cria que até as pequenas afirmações da Escritura não podem ser quebradas
33
Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da
blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.
34
Replicou-lhes Jesus: Não está
escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses?
35
Se ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a
palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar,
36
então, daquele a quem o Pai santificou e
enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de Deus? (Jo 10.35-36)
Jesus colocou a autoridade de Moisés acima das distorções dos escribas
1
Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos:
2
Na cadeira de Moisés, se assentaram
os escribas e os fariseus.
3
Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os
imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. (Mt 23.1-3)
Jesus ensinou que os escritos de Moisés são para ser cridos
39
Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que
testificam de mim.
40
Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida.
41
Eu não aceito glória que
vem dos homens;
42
sei, entretanto, que não tendes em vós o amor de Deus.
43
Eu vim em nome de
meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis.
44
Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória
que vem do Deus único?
45
Não penseis que eu vos acusarei perante o Pai; quem vos acusa é
Moisés, em quem tendes firmado a vossa confiança.
46
Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés,
também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito.
47
Se, porém, não credes nos
seus escritos, como crereis nas minhas palavras? (Jo 5.39-47)
Jesus contrastou as tradições dos homens com a Palavra de Deus no Antigo Testamento
8
Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens.
9
E disse-lhes ainda:
Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.
10
Pois Moisés
disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de
morte.
11
Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias
aproveitar de mim é Corbã isto é, oferta para o Senhor,
12
então, o dispensais de fazer qualquer
coisa em favor de seu pai ou de sua mãe,
13
invalidando a palavra de Deus pela vossa própria
tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes. (Mc 7.8-13)
Jesus cria que conhecendo as Escrituras ficaríamos longe de erros doutrinários
18
Então, os saduceus, que dizem não haver ressurreição, aproximaram-se dele e lhe perguntaram,
dizendo:
19
Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se morrer o irmão de alguém e deixar mulher
sem filhos seu irmão a tome como esposa e suscite descendência a seu irmão.
20
Ora, havia sete
irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência;
21
o segundo desposou a viúva e
morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da mesma forma.
22
E, assim, os sete não
deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher.
23
Na ressurreição,
quando eles ressuscitarem, de qual deles será ela a esposa? Porque os sete a desposaram.
24
Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder
de Deus? (Mc 12.18-24)O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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Jesus dedicou sua vida ao cumprindo das Escrituras sobre o Messias
Tomando consigo os doze, disse-lhes Jesus: Eis que subimos para Jerusalém, e vai cumprir-se ali
tudo quanto está escrito por intermédio dos profetas, no tocante ao Filho do Homem; (Lc 18.31)
15
E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e
compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas.
16
Não
permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo;
17
também os ensinava e dizia:
Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém,
a tendes transformado em covil de salteadores. (Mc 11.15-17; Cf. Is 56.7)
13
Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem
entendem.
14
De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de
nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis.
15
Porque o
coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos;
para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se
convertam e sejam por mim curados.
16
Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque veem;
e os vossos ouvidos, porque ouvem.
17
Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos
desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram. (Mt 13.13-17)
16
Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu
costume, e levantou-se para ler.
17
Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o
livro, achou o lugar onde estava escrito:
18
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me
ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e
restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,
19
e apregoar o ano
aceitável do Senhor.
20
Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na
sinagoga tinham os olhos fitos nele.
21
Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a
Escritura que acabais de ouvir. (Lc 4.16-21)
11
E interrogaram-no, dizendo: Por que dizem os escribas ser necessário que Elias venha
primeiro?
12
Então, ele lhes disse: Elias vindo primeiro, restaurará todas as coisas; como,
pois, está escrito sobre o Filho do Homem que sofrerá muito e será aviltado?
13
Eu, porém,
vos digo que Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, como a seu respeito está
escrito. (Mc 9.11-13)
Pois o Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por intermédio de
quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido! (Mc 14.21)
Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se
cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar. (Jo 13.18)
Então, lhes disse Jesus: Todos vós vos escandalizareis, porque está escrito: Ferirei o pastor, e as
ovelhas ficarão dispersas. (Mc 14.27)
Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: Ele foi contado com os
malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido. (Lc 22.37)
53
Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze
legiões de anjos?
54
Como, pois, se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve
suceder? (Mt 26.53-54)O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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24 .
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25
Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas
disseram!
26
Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?
27
E,
começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito
constava em todas as Escrituras. (Lc 24.25-27)
5.2 - O QUE O ANTIGO TESTAMENTO DIZ DE SI MESMO
As palavras do próprio Deus são entregues aos homens, registradas e preservadas
1
Então, falou Deus todas estas palavras:
2
Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do
Egito, da casa da servidão.
3
Não terás outros deuses diante de mim. (Êx 20.1-3)
1
Chamou Moisés a todo o Israel e disse-lhe: Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo
aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes.
2
O SENHOR, nosso Deus, fez
aliança conosco em Horebe.
3
Não foi com nossos pais que fez o SENHOR esta aliança, e sim
conosco, todos os que, hoje, aqui estamos vivos.
4
Face a face falou o SENHOR conosco, no
monte, do meio do fogo. (Dt 5.1-4)
1
Naquele tempo, me disse o SENHOR: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras, e sobe a
mim ao monte, e faze uma arca de madeira.
2
Escreverei nas duas tábuas as palavras que
estavam nas primeiras que quebraste, e as porás na arca.
3
Assim, fiz uma arca de madeira de
acácia, lavrei duas tábuas de pedra, como as primeiras, e subi ao monte com as duas tábuas na
mão.
4
Então, escreveu o SENHOR nas tábuas, segundo a primeira escritura, os dez
mandamentos que ele vos falara no dia da congregação, no monte, no meio do fogo; e o
SENHOR mas deu a mim.
5
Virei-me, e desci do monte, e pus as tábuas na arca que eu fizera; e
ali estão, como o SENHOR me ordenou. (Dt 10.1-5)
Profetas são comissionados por Deus para dizer o que Deus diz
4
Porém, naquela mesma noite, veio a palavra do SENHOR a Natã, dizendo:
5
Vai e dize a meu
servo Davi: Assim diz o SENHOR: Edificar-me-ás tu casa para minha habitação? (2Sm 7.4-5)
4
Então, veio a palavra do SENHOR a Isaías, dizendo:
5
Vai e dize a Ezequias: Assim diz o
SENHOR, o Deus de Davi, teu pai (Is 38.4-5)
Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Vai e dize aos homens de Judá e aos
moradores de Jerusalém: Acaso, nunca aceitareis a minha advertência para obedecerdes às
minhas palavras? — diz o SENHOR. (Jr 35.13)
Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Tornai-vos para mim, diz o SENHOR
dos Exércitos, e eu me tornarei para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos. (Zc 1.3)
 No Antigo testamento (Almeida Revista e Atualizada) aparece 407 vezes em 405
versículos a expressão: ―Assim diz o SENHOR‖.
 Em 802 versículos do Antigo Testamento (Almeida Revista e Atualizada) a
expressão: ―diz (declara) o SENHOR‖ aparece 841 vezes.O C Â N O N D A B Í B L I A
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25 .
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Quando um homem fala como um profeta do Senhor, ele anuncia as palavras do próprio Deus
Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar. (Êx 4.12)
18
Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas
palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.
19
De todo aquele que não ouvir as minhas
palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei contas.
20
Porém o profeta que presumir de
falar alguma palavra em meu nome, que eu lhe não mandei falar, ou o que falar em nome de outros
deuses, esse profeta será morto.
21
Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o
SENHOR não falou?
22
Sabe que, quando esse profeta falar em nome do SENHOR, e a palavra dele se
não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a
falou o tal profeta; não tenhas temor dele. (Dt 18.18-22)
1
Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio,
2
e
suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não
conheceste, e sirvamo-los,
3
não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o
SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso
coração e de toda a vossa alma.
4
Andareis após o SENHOR, vosso Deus, e a ele temereis; guardareis
os seus mandamentos, ouvireis a sua voz, a ele servireis e a ele vos achegareis.
5
Esse profeta ou
sonhador será morto, pois pregou rebeldia contra o SENHOR, vosso Deus, que vos tirou da terra do
Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos apartar do caminho que vos ordenou o SENHOR,
vosso Deus, para andardes nele. Assim, eliminarás o mal do meio de ti. (Dt 13.1-5)
Respondeu Balaão a Balaque: Eis-me perante ti; acaso, poderei eu, agora, falar alguma coisa? A
palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei. (Nm 22.38)
Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes. (Ez 2.7)
Muitas vezes profetas falaram por Deus na primeira pessoa: ―Eu sou o SENHOR, e não há outro; além de
mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que não me conheces.‖ (Is 45.5)
Muitas vezes, Deus disse falar "através de" um profeta: ―Assim, exterminou Zinri todos os descendentes de
Baasa, segundo a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Jeú, contra Baasa,‖ (1Rs 16.12)
Confiar nas palavras dos profetas é confiar em Deus: ―Pela manhã cedo, se levantaram e saíram ao
deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se Josafá em pé e disse: Ouvi-me, ó Judá e vós, moradores de
Jerusalém! Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas e
prosperareis‖. (2Cr 20.20)
Vemos Deus ordenando que suas palavras sejam escritas
Então, disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro e repete-o a Josué; porque eu
hei de riscar totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu. (Êx 17.14)
Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR (Êx. 24.4)
Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz
aliança contigo e com Israel. (Êx 34.27)O C Â N O N D A B Í B L I A
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26 .
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A introdução dos livros proféticos que foram escritos se auto descrevem como Palavra de Deus
Palavra do SENHOR, que foi dirigida a Oséias, filho de Beeri, (Os 1.1)
Palavra do SENHOR que em visão veio a Miquéias, morastita, (Mq 1.1)
Palavra do SENHOR que veio a Sofonias, filho de Cusi, filho de Gedalias, filho de Amarias, filho
de Ezequias, nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá. (Sf 1.1)
Palavra do SENHOR que foi dirigida a Joel, filho de Petuel. (Jl 1.1)
Reivindicações do Antigo Testamento para o total veracidade da Palavra de Deus
Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura,
tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá? (Nm 23.19)
Para sempre, ó SENHOR, está firmada a tua palavra no céu. (Sl 119.89)
As tuas palavras [a soma de tuas palavras] são em tudo verdade desde o princípio, e cada um
dos teus justos juízos dura para sempre. (Sl 119.160)
5
Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam.
6
Nada acrescentes às suas
palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso. (Pv 30.5-6)
5.3 – A VERDADE E A AUTORIDADE DOS APÓSTOLOS
Jesus formou um grupo limitado e autorizado de Apóstolos
12
Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.
13
E,
quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu
também o nome de apóstolos: (...) (Lc 6.12-13)
Significado de “Apóstolo” no Novo Testamento
Escolhido e enviado com uma comissão especial na qualidade de representante plenamente
autorizado do remetente... Chamando de ―apóstolo‖ (e não apenas de ―mensageiros‖ ou
―arautos‖) os doze homens que Ele escolheu do círculo mais amplo de discípulos, Jesus deixou
claro que eles deveriam ser os seus delgados enviados com a comissão de ensinar e agir em seu
nome e com sua autoridade. Que esse foi realmente o que ele quis fazer, é demonstrado em toda
história de seu trato com os Doze.
(Norval Geldenhuys, Supreme Authority: The Authority of the Lord, His Apostles and the New
Testament [Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Pub. Co., 1953] pp. 53-54])
O ministério autorizado dos Apóstolos teve início sob o ministério terreno e supervisão de Jesus
1
Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para
efetuarem curas.
2
Também os enviou a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos...
6
Então,
saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte... O C Â N O N D A B Í B L I A
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27 .
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10
Ao regressarem, os apóstolos relataram a Jesus tudo o que tinham feito. E, levando-os consigo,
retirou-se à parte para uma cidade chamada Betsaida. (Lc 9.1-2, 6, 10)
Jesus prometeu inspiração e autoridade aos seus discípulos após a sua ascensão ao céu
25
Isto vos tenho dito, estando ainda convosco;
26
mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o
Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos
tenho dito. (Jo 14.25-26)
12
Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora;
13
quando vier, porém
o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas
dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.
14
Ele me glorificará,
porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. (Jo 16.12-14)
O Jesus ressurreto dá ordens e provas aos Apóstolos do ministério que eles teriam
1
Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a
ensinar
2
até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo
aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas.
3
A estes também, depois de ter padecido, se
apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e
falando das coisas concernentes ao reino de Deus.
4
E, comendo com eles, determinou-lhes que
não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de
mim ouvistes... Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas
testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.
(At 1.1-4, 8)
Os apóstolos viram-se como o único grupo autorizado pelo Senhor para testemunhar de sua ressurreição
15
Naqueles dias, levantou-se Pedro no meio dos irmãos (ora, compunha-se a assembleia de umas
cento e vinte pessoas) e disse:
16
Irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito
Santo proferiu anteriormente por boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que
prenderam Jesus,
17
porque ele era contado entre nós e teve parte neste ministério...
21
É
necessário, pois, que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo que o Senhor Jesus
andou entre nós,
22
começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às
alturas, um destes se torne testemunha conosco da sua ressurreição.
23
Então, propuseram dois:
José, chamado Barsabás cognominado Justo, e Matias.
24
E, orando, disseram: Tu, Senhor, que
conheces o coração de todos, revela-nos qual destes dois tens escolhido
25
para preencher a vaga
neste ministério e apostolado, do qual Judas se transviou, indo para o seu próprio lugar.
26
E os
lançaram em sortes, vindo a sorte recair sobre Matias, sendo-lhe, então, votado lugar com os
onze apóstolos. (At 1.15-17, 21-26)
Paulo viu os apóstolos como o fundamento da Igreja
19
Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de
Deus,
20
edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus,
a pedra angular; (Ef 2.19-20)O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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28 .
.
Deus reforçou o testemunho dos apóstolos com sinais e maravilhas
Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.
(At 2.43)
Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. (At 5.12)
Entretanto, demoraram-se ali muito tempo, falando ousadamente no Senhor, o qual confirmava a
palavra da sua graça, concedendo que, por mão deles, se fizessem sinais e prodígios. (At 14.3)
3
Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada
inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;
4
dando Deus
testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do
Espírito Santo, segundo a sua vontade. (Hb 2.3-4)
Paulo viu-se como apóstolo com autoridade igual à dos Doze
12
Com estes intuitos, parti para Damasco, levando autorização dos principais sacerdotes e por
eles comissionado.
13
Ao meio-dia, ó rei, indo eu caminho fora, vi uma luz no céu, mais
resplandecente que o sol, que brilhou ao redor de mim e dos que iam comigo.
14
E, caindo todos
nós por terra, ouvi uma voz que me falava em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me
persegues? Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões.
15
Então, eu perguntei: Quem és tu,
Senhor? Ao que o Senhor respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues.
16
Mas levanta-te e
firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto
das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda,
17
livrando-te do povo
e dos gentios, para os quais eu te envio,
18
para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas
para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados
e herança entre os que são santificados pela fé em mim. (At 26.12-18)
Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus
Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos, (Gl 1.1)
7
antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a
Pedro o da circuncisão
8
(pois aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da
circuncisão também operou eficazmente em mim para com os gentios) (Gl 2.7-8)
Paulo viu sua Mensagem, como ensinada pelo Cristo ressurreto, como Absoluta
8
Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que
vos temos pregado, seja anátema.
9
Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega
evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema...
11
Faço -vos, porém, saber,
irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem,
12
porque eu não o recebi,
nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo. (Gl 1.8-9, 11-12)
Paulo assumiu o direito como um apóstolo de ensinar às igrejas
Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por
palavra, seja por epístola nossa. (2Ts 2.15)O C Â N O N D A B Í B L I A
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Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que
ande desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes; (2Ts 3.6)
Deus deu a Paulo a sua autoridade para a edificação da igreja
Porque, se eu me gloriar um pouco mais a respeito da nossa autoridade, a qual o Senhor nos
conferiu para edificação e não para destruição vossa, não me envergonharei, (2Co 10.8)
Portanto, escrevo estas coisas, estando ausente, para que, estando presente, não venha a usar de
rigor segundo a autoridade que o Senhor me conferiu para edificação e não para destruir.
(2Co 13.10)
Paulo via a sua palavra pregada como sendo Palavra de Deus
Outra razão ainda temos nós para, incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós
recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de
homens, e sim como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando
eficazmente em vós, os que credes. (1Ts 2.13)
Paulo via-se como um verdadeiro apóstolo, em contraste com os “falso apóstolos”
12
Mas o que faço e farei é para cortar ocasião àqueles que a buscam com o intuito de serem
considerados iguais a nós naquilo em que se gloriam.
13
Porque os tais são falsos apóstolos,
obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. (2Co 11.12-13)
11
Tenho-me tornado insensato; a isto me constrangestes Eu devia ter sido louvado por vós;
porquanto em nada fui inferior a esses tais apóstolos ainda que nada sou.
12
Pois as credenciais
do apostolado foram apresentadas no meio de vós, com toda a persistência, por sinais prodígios
e poderes miraculosos. (2Co 12.11-12)
A autoridade apostólica de Paulo colocava-o acima de todos os profetas professos de seu dia
37
Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos
escrevo.
38
E, se alguém o ignorar, será ignorado. (1Co 14.37-38)
Paulo cria que suas palavras eram “ensinadas pelo Espírito”
12
Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que
conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.
13
Disto também falamos, não em
palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas
espirituais com espirituais.
14
Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus,
porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
(1Co 2.12-14)
Pedro ensinou que os escritos apostólicos de Paulo são Escrituras como o Antigo Testamento
15
e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão
Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada,
16
ao falar acerca destes assuntos,
como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de O C Â N O N   D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras,
para a própria destruição deles. (2Pe 3.15-16)
Pedro ensina que os apóstolos são porta-vozes do Senhor, como foram os profetas do Antigo Testamento
1
Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com
lembranças a vossa mente esclarecida,
2
para que vos recordeis das palavras que, anteriormente,
foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado
pelos vossos apóstolos, (2Pe 3.1-2)
Resumo
O Novo Testamento afirma que Jesus fundou o apostolado como um grupo de representantes autorizados
que falariam e agiriam em seu nome, tendo um papel único enquanto fundadores da igreja, através de uma
inspiração e uma autoridade que está preservada em seus escritos, e que é a forma como o SENHOR
continua a usar o seu ministério para sustentar e guiar a Igreja.
6. COMO PODEMOS JUSTIFICAR A ALEGAÇÃO DE QUE A BÍBLIA É A PALAVRA DE
DEUS?
A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER – 1.5: DA ESCRITURA SAGRADA
Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da
Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, a eficácia da sua doutrina, a majestade
do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a
glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as muitas outras
excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se
evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível
verdade e divina autoridade provêm da operação interna do Espírito Santo, que pela Palavra e
com a Palavra testifica em nossos corações.
AS ESCRITURAS JUSTIFICAM A ALEGAÇÃO DE SER PALAVRA DE DEUS PELO QUE SEGUE (EXTRAÍDO DO
CATECISMO MAIOR DE WESTMINSTER)
A majestade do seu estilo – Os 8.12; 1Co 2.6-9; Sl 119.18, 129
A pureza do seu conteúdo – Sl 12.6; Sl 19.7-11
A harmonia de todas as suas partes – At 10.43; At 26.22
O propósito do seu conjunto, que é dar toda a glória a Deus – Rm 3.19, 27; Jo 5.41-44; Jo 7.16-18
A luz e o poder que possuem para convencer e converter os pecadores e para edificar e confortar
os crentes para a salvação – At 18.28; Hb 4.12; Tg 1.18; Sl 119.79; Rm 15.4; At 20.32; 2Co 4.4-
6; 1Pe 1.23-2.3; 1Co 1.18-25; 1Co 2.3-16;
Espírito de Deus, dando testemunho, pelas Escrituras e juntamente com elas no coração do
homem, é o único capaz de completamente persuadi-lo de que elas são realmente a Palavra de
Deus – Jo 16.13-14; 1Jo 2.20-27; Jo 20.31; 1Co 2.13-15; Jo 10.27O C Â N O N D A B Í B L I A
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7. O QUE SIGNIFICA “INERRÂNCIA DA BÍBLIA”?
Nossa convicção
Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, constituída de 66 livros do Antigo e Novo testamento,
é totalmente inspirada por Deus e sem erro nos manuscritos originais, escritos sob a inspiração
do Espírito Santo, e que tem a autoridade suprema em todas as questões de verdade, fé e
conduta.
O que significa “sem erro”?
A Bíblia é ―sem erro‖ no sentido de que tudo o que os autores bíblicos intentaram ensinar é
verdadeiro e não entra em conflito com a realidade ou com a vontade de Deus.
Explicação
―...intentaram ensinar...‖
Usamos esta frase por duas razões:
1. Um escritor não deve ser acusado de erro porque alguém interpreta as suas palavras de uma forma que ele  
não “intentou”. O significado de um texto não é o que qualquer um pode interpretar a partir das palavras,
mas o que o escritor pretende ensinar com as palavras e a linguagem que ele usou. Por exemplo, se
estivermos no horário de verão e eu disser a um amigo em Manaus, “Eu estarei lá às 10h”, significando
horário de Brasília, e ele interpretar as minhas palavras como sendo 10h horário local de Manaus, eu não
terei cometido nenhum erro se eu chegar uma hora mais cedo do que ele esperava. Talvez eu não tenha sido
claro, mas eu não errei. Assim, o significado de um escritor não deve ser considerado falso apenas porque as  
palavras podem ser usadas para expressar erro.
2. A palavra “ensinar” reforça este ponto ao implicar que um escritor pode dizer coisas que ele não está
ensinando. Por exemplo, eu posso dizer ao meu filho, “Pegue a sua mãe na praça da cidade”. Meu
ensinamento é que ele deve pegar sua mãe no local conhecido como “praça da cidade”. Eu não estou
ensinando que ele deve carregá-la em seus braços. Eu não cometi um erro. E se o meu filho trazer sua mãe
para casa sem nem mesmo tocar nela, ele não terá me desobedecido. Desta forma, tanto a palavra “intentar”,  
quanto a palavra “ensinar”, são destinadas a proteger um escritor da acusação de erro quando não há
nenhum erro.
Algumas implicações para a leitura das Escrituras
Descrições precisas de acontecimentos naturais como alguém simplesmente os vê não são erros científicos (ex.: “o sol
nasce no leste”)
E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos. (Js 10.13)
As estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair
os seus figos verdes, (Ap 6.13)
Exageros idiomáticos não são erros (ex.: “eu morri de medo”)
Deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e
como a areia na praia do mar; (Gn 22.17)O C Â N O N D A B Í B L I A
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Explicação da expressão idiomática: Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a
areia do mar, assim tornarei incontável a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que
ministram diante de mim. (Jr 33.22)
Erro relatado não é necessariamente um erro (ex.: “Michael Jackson disse ser o melhor cantor pop”)
56
Entrementes, uma criada, vendo-o assentado perto do fogo, fitando-o, disse: Este também
estava com ele.
57
Mas Pedro negava, dizendo: Mulher, não o conheço.
58
Pouco depois, vendo-o
outro, disse: Também tu és dos tais. Pedro, porém, protestava: Homem, não sou.
59
E, tendo
passado cerca de uma hora, outro afirmava, dizendo: Também este, verdadeiramente, estava com
ele, porque também é galileu.
60
Mas Pedro insistia: Homem, não compreendo o que dizes. E
logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. (Lc 22.56-60)
NOTA: Cada palavra da Bíblia é Palavra de Deus? Sim, mas no sentido de que é vontade de Deus que
essa palavra leve a verdade que está sendo pretendida pelo autor. O significado e a verdade desta palavra
não devem ser julgados isoladamente, mas em contexto.
Descrições metafóricas da natureza não são erros científicos (ex.: “cabeceira do rio”)
7
Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão
8
e sairá a
seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a
peleja. O número dessas é como a areia do mar.
9
Marcharam, então, pela superfície da terra e
sitiaram o acampamento dos santos e a cidade querida; desceu, porém, fogo do céu e os
consumiu. (Ap 20.7-9)
Usar a mesma palavra com significados diferentes e contrários não é necessariamente errado
Os altos, porém, não foram tirados; todavia, o coração de Asa foi, todos os seus dias, totalmente
do SENHOR. (1Rs 15.14)
1
Abias descansou com seus pais, e o sepultaram na Cidade de Davi. Em seu lugar reinou seu
filho Asa, em cujos dias a terra esteve em paz dez anos...
5
Também aboliu de todas as cidades de
Judá o culto nos altos e os altares do incenso; e houve paz no seu reinado. (2Cr 14.1, 5)
Nota de Estudo da Bíblia NVI de Estudo: Retirou os altares idólatras. 1Rs 15.14 declara que
Asa não retirou os altares idólatras. Essa dificuldade é mais bem resolvida pela declaração do
próprio cronista em 15.17, que é o paralelo mais apropriado para 1Rs 15.14. No começo do
seu reinado, Asa realmente tentou retirar esses altares, mas a adoração pagã era
extremamente resistente e, por fim, seus esforços resultaram infrutíferos (15.17). Declarações
de que esses altares às vezes foram e outras vezes não foram retirados acham-se também no
reinado de Josafá (17.6; 20.33). V. Dt 12.2,3. Cumpre notar que a mesma palavra original é
traduzida por “altares idólatras”, “lugares sagrados”, e “altar no monte” na NVI.
Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.
(Rm 3.28)
Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente. (Tg 2.24)O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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8. A DECLARAÇÃO DE CHICAGO SOBRE A INERRÂNCIA DA BÍBLIA
PREFÁCIO
A autoridade das Escrituras é um tema chave para a igreja cristã, tanto desta quanto de qualquer outra época.
Aqueles que professam fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador são chamados a demonstrar a realidade de
seu discipulado cristão mediante obediência humilde e fiel à Palavra escrita de Deus. Afastar-se das Escrituras,
tanto em questões de fé quanto em questões de conduta, é deslealdade para com nosso Mestre. Para que haja
uma compreensão plena e uma confissão correta da autoridade das Sagradas Escrituras é essencial um
reconhecimento da sua total veracidade e confiabilidade.
A Declaração a seguir afirma sob nova forma essa inerrância das Escrituras, esclarecendo nosso entendimento a
respeito dela e advertindo contra sua negação. Estamos convencidos de que nega-la é ignorar o testemunho dado
por Jesus Cristo e pelo Espírito Santo, e rejeitar aquela submissão às reivindicações da própria palavra de Deus,
submissão esta que caracteriza a verdadeira fé cristã. Entendemos que é nosso dever nesta hora fazer esta
afirmação diante dos atuais desvios da verdade da inerrância entre nossos irmãos em Cristo e diante do
entendimento errôneo que esta doutrina tem tido no mundo em geral.
Esta Declaração consiste de três partes: uma Declaração Resumida, Artigos de Afirmação e Negação, e uma  
Explanação. Preparou-se a Declaração durante uma consulta de três dias de duração, realizada em Chicago, nos
Estados Unidos. Aqueles que subscreveram a Declaração Resumida e os Artigos desejam expressar suas
próprias convicções quanto à inerrância das Escrituras e estimular e desafiar uns aos outros e a todos os cristãos
a uma compreensão e entendimento cada vez maiores desta doutrina. Reconhecemos as limitações de um
documento preparado numa conferência rápida e intensiva e não propomos que esta Declaração receba o valor
de um credo. Regozijamo-nos, no entanto, com o aprofundamento de nossas próprias convicções através dos
debates que tivemos juntos, e oramos para que esta Declaração que assinamos seja usada para a glória de Deus
com vistas a uma nova reforma na Igreja no que tange a sua fé, vida e missão.
Apresentamos esta Declaração não num espírito de contenda, mas de humildade e amor, o que, com a graça de
Deus, pretendemos manter em qualquer diálogo que, no futuro, surja daquilo que dissemos. Reconhecemos (...)
que muitos que negam a inerrância das Escrituras não apresentam em suas crenças e comportamento as
consequências dessa negação, e estamos conscientes de que nós, que confessamos essa doutrina, frequentemente
a negamos em nossa vida, por deixarmos de trazer nossos pensamentos e orações, tradições e costumes, em 
verdadeira sujeição à Palavra divina.
Qualquer pessoa que veja razões, à luz das Escrituras, para fazer emendas às afirmações desta Declaração sobre
as próprias Escrituras (sob cuja autoridade infalível estamos, enquanto falamos), é convidada a fazê-lo. Não
reivindicamos qualquer infalibilidade pessoal para o testemunho que damos, e seremos gratos por qualquer
ajuda que nos possibilite fortalecer este testemunho acerca da Palavra de Deus.
A COMISSÃO DE REDAÇÃO
UMA BREVE DECLARAÇÃO
1. Deus, sendo Ele Próprio a Verdade e falando somente a verdade, inspirou as Sagradas Escrituras a fim de,
desse modo, revelar-se à humanidade perdida, através de Jesus Cristo, como Criador e Senhor, Redentor e
Juiz. As Escrituras Sagradas são o testemunho de Deus sobre Si mesmo.
2. As Escrituras Sagradas, sendo a própria Palavra de Deus, escritas por homens preparados e supervisionados
por Seu Espírito, possuem autoridade divina infalível em todos os assuntos que abordam: devem ser cridas, O C Â N O N D A B Í B L I A
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como instrução divina, em tudo o que afirmam; obedecidas, como mandamento divino, em tudo o que
determinam; aceitas, como penhor divino, em tudo que prometem.
3. O Espírito Santo, seu divino Autor, ao mesmo tempo no-las confirma através de Seu testemunho interior e 
abre nossas mentes para compreender seu significado.
4. Tendo sido na sua totalidade e verbalmente dadas por Deus, as Escrituras não possuem erro ou falha em
tudo o que ensinam, quer naquilo que afirmam a respeito dos atos de Deus na criação e dos acontecimentos
da história mundial, quer na sua própria origem literária sob a direção de Deus, quer no testemunho que dão
sobre a graça salvadora de Deus na vida das pessoas.
5. A autoridade das Escrituras fica inevitavelmente prejudicada, caso essa inerrância divina absoluta seja de
alguma forma limitada ou desconsiderada, ou caso dependa de um ponto de vista acerca da verdade que seja  
contrário ao próprio ponto de vista da Bíblia; e tais desvios provocam sérias perdas tanto para o indivíduo
quanto para a Igreja.
ARTIGOS DE AFIRMAÇÃO E NEGAÇÃO
Artigo I. Afirmamos que as Sagradas Escrituras devem ser recebidas como a Palavra oficial de Deus.
Negamos que a autoridade das Escrituras provenha da Igreja, da tradição ou de qualquer outra fonte humana.
Artigo II. Afirmamos que as Sagradas Escrituras são a suprema norma escrita, pela qual Deus compele a
consciência, e que a autoridade da Igreja está subordinada à das Escrituras.
Negamos que os credos, concílios ou declarações doutrinárias da Igreja tenham uma autoridade igual ou maior
do que a autoridade da Bíblia.
Artigo III. Afirmamos que a Palavra escrita é, em sua totalidade, revelação dada por Deus.
Negamos que a Bíblia seja um mero testemunho a respeito da revelação, ou que somente se torne revelação
mediante encontro, ou que dependa das reações dos homens para ter validade.
Artigo IV. Afirmamos que Deus, que fez a humanidade à Sua imagem, utilizou a linguagem como um meio de 
revelação.
Negamos que a linguagem humana seja limitada pela condição de sermos criaturas, a tal ponto que se apresente
imprópria como veículo de revelação divina. Negamos ainda mais que a corrupção, através do pecado, da
cultura e linguagem humanas tenha impedido a obra divina de inspiração.
Artigo V. Afirmamos que a revelação de Deus dentro das Sagradas Escrituras foi progressiva.
Negamos que revelações posteriores, que podem completar revelações mais antigas, tenham alguma vez
corrigido ou contrariado tais revelações. Negamos ainda mais que qualquer revelação normativa tenha sido dada
desde o término dos escritos do Novo Testamento.
Artigo VI. Afirmamos que a totalidade das Escrituras e todas as suas partes, chegando às próprias palavras do
original, foram por inspiração divina.O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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Negamos que se possa corretamente falar de inspiração das Escrituras, alcançando-se o todo mas não as partes,
ou algumas partes mas não o todo.
Artigo VII. Afirmamos que a inspiração foi a obra em que Deus, por Seu Espírito, através de escritores
humanos, nos deus Sua palavra. A origem das Escrituras é divina. O modo como se deu a inspiração permanece
em grande parte um mistério para nós.
Negamos que se possa reduzir a inspiração à capacidade intuitiva do homem, ou a qualquer tipo de níveis
superiores de consciência.
Artigo VIII. Afirmamos que Deus, em Sua obra de inspiração, empregou as diferentes personalidades e estilos
literários dos escritores que Ele escolheu e preparou.
Negamos que Deus, ao fazer esses escritores usarem as próprias palavras que Ele escolheu, tenha passado por
cima de suas personalidades.
Artigo IX. Afirmamos que a inspiração, embora não outorgando o-nisciência, garantiu uma expressão
verdadeira e fidedigna em todas as questões sobre as quais os autores bíblicos foram levados a falar e a escrever.
Negamos que a finitude ou a condição caída desses escritores tenha, direta ou indiretamente, introduzido
distorção ou falsidade na Palavra de Deus.
Artigo X. Afirmamos que, estritamente falando, a inspiração diz respeito somente ao texto autográfico das
Escrituras, o qual, pela providência de Deus, pode-se determinar com grande exatidão a partir de manuscritos
disponíveis. Afirmamos ainda mais que as cópias e traduções das Escrituras são a Palavra de Deus na medida
em que fielmente representam o original.
Negamos que qualquer aspecto essencial da fé cristã seja afetado pela falta dos autógrafos. Negamos ainda mais
que essa falta torne inválida ou irrelevante a afirmação da inerrância da Bíblia.
Artigo XI. Afirmamos que as Escrituras, tendo sido dadas por inspiração divina, são infalíveis, de modo que, 
longe de nos desorientar, são verdadeiras e confiáveis em todas as questões de que tratam.
Negamos que seja possível a Bíblia ser, ao mesmo tempo infalível e errônea em suas afirmações. Infalibilidade
e inerrância podem ser distinguidas, mas não separadas.
Artigo XII. Afirmamos que, em sua totalidade, as Escrituras são inerrantes, estando isentas de toda falsidade,  
fraude ou engano.
Negamos que a infalibilidade e a inerrância da Bíblia estejam limitadas a assuntos espirituais, religiosos ou
redentores, não alcançando informações de natureza histórica e científica. Negamos ainda mais que hipóteses  
científicas acerca da história da terra possam ser corretamente empregadas para desmentir o ensino das
Escrituras a respeito da criação e do dilúvio.
Artigo XIII. Afirmamos a propriedade do uso de inerrância como um termo teológico referente à total
veracidade das Escrituras.
Negamos que seja correto avaliar as Escrituras de acordo com padrões de verdade e erro estranhos ao uso ou
propósito da Bíblia. Negamos ainda mais que a inerrância seja contestada por fenômenos bíblicos, tais como 
uma falta de precisão técnica contemporânea, irregularidades de gramática ou ortografia, descrições da natureza
feitas com base em observação, referência a falsidades, uso de hipérbole e números arredondados, disposição
tópica do material, diferentes seleções de material em relatos paralelos ou uso de citações livres.O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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Artigo XIV. Afirmamos a unidade e a coerência interna das Escrituras.
Negamos que alegados erros e discrepâncias que ainda não tenham sido solucionados invalidem as declarações
da Bíblia quanto à verdade.
Artigo XV. Afirmamos que a doutrina da inerrância está alicerçada no ensino da Bíblia acerca da inspiração.
Negamos que o ensino de Jesus acerca das Escrituras possa ser desconhecido sob o argumento de adaptação ou
de qualquer limitação natural decorrente de Sua humanidade.
Artigo XVI. Afirmamos que a doutrina da inerrância tem sido parte integrante da fé da Igreja ao longo de sua  
história.
Negamos que a inerrância seja uma doutrina inventada pelo protestantismo escolástico ou que seja uma posição
defendida como reação contra a alta crítica negativa.
Artigo XVII. Afirmamos que o Espírito Santo dá testemunho acerca das Escrituras, assegurando aos crentes a
veracidade da Palavra de Deus escrita.
Negamos que esse testemunho do Espírito Santo opere isoladamente das Escrituras ou em oposição a elas.
Artigo XVIII. Afirmamos que o texto das Escrituras deve ser interpretado mediante exegese histórico
gramatical, levando em conta suas formas e recursos literários, e que as Escrituras devem interpretar as
Escrituras.
Negamos a legitimidade de qualquer abordagem do texto ou de busca de fontes por trás do texto que conduzam
a um revigoramento, desistorização ou minimização de seu ensino, ou a uma rejeição de suas afirmações quanto
à autoria.
Artigo XIX. Afirmamos que uma confissão da autoridade, infalibilidade e inerrância plenas das Escrituras é
vital para uma correta compreensão da totalidade da fé cristã. Afirmamos ainda mais que tal confissão deve
conduzir a uma conformidade cada vez maior à imagem de Cristo.
Negamos que tal confissão seja necessária para a salvação. Contudo, negamos ainda mais que se possa rejeitar a
inerrância sem graves consequências, quer para o indivíduo quer para a Igreja.
EXPLANAÇÃO
Nossa compreensão da doutrina da inerrância deve dar-se no contexto mais amplo dos ensinos das Escrituras
sobre si mesma. Esta explanação apresenta uma descrição do esboço da doutrina, na qual se baseiam nossa
breve declaração e os artigos.
Criação, Revelação e Inspiração
O Deus Triúno, que formou todas as coisas por Sues proferimentos criadores e que a tudo governa pela Palavra
de Sua vontade, criou a humanidade à Sua própria imagem para uma vida de comunhão consigo mesmo, tendo
por modelo a eterna comunhão da comunicação dentro da Divindade. Como portador da imagem de Deus, o  
homem deve ouvir a Palavra de Deus dirigida a ele e reagir com a alegria de uma obediência em adoração.
Além da auto revelação de Deus na ordem criada e na sequência de acontecimentos dentro dessa ordem, desde O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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Adão os seres humanos têm recebido mensagens verbais dele, quer diretamente, conforme declarado nas
Escrituras, quer indiretamente na forma de parte ou totalidade das próprias Escrituras.
Quando Adão caiu, o Criador não abandonou a humanidade ao juízo final, mas prometeu salvação e começou a
revelar-se como Redentor numa sequência de acontecimentos históricos centralizados na família de Abraão e  
que culminam com a vida, morte, ressurreição, atual ministério celestial e a prometida volta de Jesus Cristo.
Dentro desse arcabouço, de tempos em tempos Deus tem proferido palavras específicas de juízo e misericórdia,
promessa e mandamento, a seres humanos pecaminosos, de modo a conduzi-los a um relacionamento, uma
aliança, de compromisso mútuo entre as duas partes, mediante o qual Ele os abençoa com dons da graça, e eles
O bendizem numa reação de adoração. Moisés, que Deus usou como mediador para transmitir Suas palavras a
Seu povo à época do êxodo, está no início de uma longa linhagem de profetas em cujas bocas e escritos Deus
colocou Suas palavras para serem entregues a Israel. O propósito de Deus nesta sucessão de mensagens era 
manter Sua aliança ao fazer com que Seu povo conhecesse Seu Nome, isto é, Sua natureza, e tantos preceitos
quanto os propósitos de Sua vontade, quer para o presente, que para o futuro. Essa linhagem de porta-vozes  
proféticos da parte de Deus culminou em Jesus Cristo, a Palavra encarnada de Deus, sendo Ele um profeta (mais
do que um profeta, mas não menos do que isso), e nos apóstolos e profetas da primeira geração de cristãos. 
Quando a mensagem final e culminante de Deus, Sua palavra ao mundo a respeito de Jesus Cristo, foi proferida
e esclarecida por aqueles que pertenciam ao círculo apostólico, cessou a sequência de mensagens reveladas. Daí
por diante, a Igreja devia viver e conhecer a Deus através daquilo que Ele já havia dito, e dito para todas as
épocas.
No Sinai, Deus escreveu os termos de Sua aliança em tábuas de pedra, como Seu testemunho duradouro e para
ser permanentemente acessível, e ao longo do período de revelação profética e apostólica levantou homens para
escreverem as mensagens dadas a eles e através deles, junto com os registros que celebravam Seu envolvimento
com Seu povo, além de reflexões éticas sobre a vida em aliança e de formas de louvor e oração em que se pede a
misericórdia da aliança. A realidade teológica da inspiração na elaboração de documentos bíblicos corresponde
à das profecias faladas: embora as personalidades dos escritores humanos se manifestassem naquilo que
escreveram, as palavras foram divinamente dadas. Assim, aquilo que as Escrituras dizem, Deus diz; a autoridade
das Escrituras é a autoridade de Deus, pois Ele é seu derradeiro Autor, tendo entregue as Escrituras através das
mentes e palavras dos homens escolhidos e preparados, os quais, livre e fielmente, "falaram da parte de Deus  
movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.21). Deve-se reconhecer as Escrituras Sagradas como a Palavra de Deus
em virtude de sua origem divina.
Autoridade: Cristo e a Bíblia
Jesus Cristo, o Filho de Deus, que é a Palavra (Verbo) feita carne, nosso Profeta, Sacerdote e Rei, é o Mediador
último da comunicação de Deus ao homem, como também o é de todos os dons da graça de Deus. A revelação
dada por Ele foi mais do que verbal; Ele também revelou o Pai mediante Sua presença e Seus atos. Suas
palavras, no entanto, foram de importância crucial, pois Ele era Deus, Ele falou da parte do Pai, e Suas palavras
julgarão ao todos os homens no último dia.
Na qualidade de Messias prometido, Jesus Cristo é o tema central das Escrituras. O Antigo Testamento olhava
para Ele no futuro; o Novo Testamento olha para trás, ao vê-lo em Sua primeira vinda, e para frente em Sua 
segunda vinda. As Escrituras canônicas são o testemunho divinamente inspirado e, portanto, normativo, a
respeito de Cristo. Deste modo, não é aceitável alguma hermenêutica em que Cristo não seja o ponto central.  
Deve-se tratar as Escrituras Sagradas como aquilo que são em essência: o testemunho do Pai a respeito do Filho
encarnado.O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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Parece que o cânon do Antigo Testamento já estava estabelecido à época de Jesus. Semelhantemente, o cânon
do Novo Testamento está encerrado na medida em que nenhuma nova testemunha apostólica do Cristo histórico
pode nascer agora. Nenhuma nova revelação (distinta da compreensão que o Espírito dá acerca da revelação
existente) será dada até que Cristo volte. O cânon foi criado no princípio por inspiração divina. A parte da Igreja
foi discernir o cânon que Deus havia criado, não elaborar o seu próprio cânon. Os critérios relevantes foram e
são: autoria (ou Sua confirmação), conteúdo e o testemunho confirmador do Espírito Santo.
A palavra cânon, que significa regra ou padrão, é um indicador de autoridade, o que significa o direito de
governar e controlar. No cristianismo a autoridade pertence a Deus em Sua revelação, o que significa, de um 
lado, Jesus Cristo, a Palavra viva, e, de outro, as Sagradas Escrituras, a Palavra escrita. Mas a autoridade de  
Cristo e das Escrituras são uma só. Como nosso Profeta, Cristo deu testemunho de que as Escrituras não podem
falhar. Como nosso Sacerdote e Rei, Ele dedicou Sua vida terrena a cumprir a lei e os profetas, até ao ponto de
morrer em obediência às palavras da profecia messiânica. Desta forma, assim como Ele via as Escrituras
testemunhando dele e de Sua autoridade, de igual modo, por Sua própria submissão às Escrituras, Ele
testemunhou da autoridade delas. Assim como Ele se curvou diante da instrução de Seu Pai dada em Sua Bíblia
(nosso Antigo Testamento), de igual maneira Ele requer que Seus discípulos assim o façam, todavia não
isoladamente, mas em conjunto com o testemunho apostólico acerca dele, testemunho que ele passou a inspirar
mediante a Sua dádiva do Espírito Santo. Desta maneira, os cristãos revelam-se servos fiéis de seu Senhor, por
se curvarem diante da instrução divina dada nos escritos proféticos e apostólicos que, juntos, constituem nossa
Bíblia.
Ao confirmarem a autoridade um do outro, Cristo e as Escrituras fundem-se numa única fonte de autoridade. O
Cristo biblicamente interpretado e a Bíblia centralizada em Cristo e que O proclama são, desse ponto de vista,
uma só coisa. Assim como a partir do fato da inspiração inferimos que aquilo que as Escrituras dizem, Deus diz,
assim também a partir do relacionamento revelado entre Jesus Cristo e as Escrituras podemos igualmente
declarar que aquilo que as Escrituras dizem, Cristo diz.
Infalibilidade, Inerrância, Interpretação
As Escrituras Sagradas, na qualidade de Palavra inspirada de Deus que dá testemunho oficial acerca de Jesus  
Cristo, podem ser adequadamente chamadas de infalíveis e inerrantes. Estes termos negativos possuem especial
valor, pois salvaguardam explicitamente verdades positivas.
Infalível significa a qualidade de não desorientar nem ser desorientado e, dessa forma, salvaguarda em termos  
categóricos a verdade de que as Santas Escrituras são uma regra e um guia certos, seguros e confiáveis em todas
as questões.
Semelhantemente, inerrante significa a qualidade de estar livre de toda falsidade ou engano e, dessa forma,
salvaguarda a verdade de que as Santas Escrituras são totalmente verídicas e fidedignas em todas as suas
afirmações.
Afirmamos que as Escrituras canônicas sempre devem ser interpretadas com base no fato de que são infalíveis e
inerrantes. No entanto, ao determinar o que o escritor ensinado por Deus está afirmando em cada passagem, 
temos de dedicar a mais cuidadosa atenção às afirmações e ao caráter do texto como sendo uma produção
humana. Na inspiração Deus utilizou a cultura e os costumes do ambiente de seus escritores, um ambiente que
Deus controla em Sua soberana providência; é interpretação errônea imaginar algo diferente.O C Â N O N D A B Í B L I A
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Assim, deve-se tratar história como história, poesia como poesia, e hipérbole e metáfora como hipérbole e
metáfora, generalização e aproximações como aquilo que são, e assim por diante. Também se deve observar 
diferenças de práticas literárias entre os períodos bíblicos e o nosso: visto que, por exemplo, naqueles dias,
narrativas são cronológicas e citações imprecisas eram habituais e aceitáveis e não violavam quaisquer
expectativas, não devemos considerar tais coisas como falhas, quando as encontramos nos autores bíblicos.
Quando não se esperava nem se buscava algum tipo específico de precisão absoluta, não constitui erro o fato de
ela existir. As Escrituras são inerrantes não no sentido de serem totalmente precisas de acordo com os padrões
atuais, mas no sentido de que validam suas afirmações e atingem a medida de verdade que seus autores
buscaram alcançar.
A veracidade das Escrituras não é negada pela aparição, no texto, de irregularidades gramaticais ou ortográficas,
de descrições fenomenológicas da natureza, de relatos de afirmações falsas (por exemplo, as mentiras de
Satanás), ou as aparentes discrepâncias entre uma passagem e outra. Não é certo jogar os chamados fenômenos
das Escrituras contra o ensino da Escritura sobre si mesma. Não se devem ignorar aparentes incoerências. A 
solução delas, o-nde se possa convincentemente alcança-las, estimulará nossa fé, e, o-nde no momento não
houver uma solução convincente disponível, significativamente daremos honra a Deus, por confiar em Sua
garantia de que Sua Palavra é verdadeira, apesar das aparências em contrário, e por manter a confiança de que
um dia se verá que elas eram enganos.
Na medida em que toda a Escritura é o produto de uma só mente divina, a interpretação tem de permanecer 
dentro dos limites da analogia das Escrituras e abster-se de hipóteses que visam corrigir uma passagem bíblica
por meio de outra, seja em nome da revelação progressiva ou do entendimento imperfeito por parte do escritor
inspirado.
Embora as Sagradas Escrituras em lugar algum estejam limitadas pela cultura, no sentido de que seus ensinos
carecem de validade universal, algumas vezes estão culturalmente condicionadas pelos hábitos e pelas ideias
aceitas de um período em particular, de modo que a aplicação de seus princípios, hoje em dia, requer um tipo
diferente de ação (por exemplo, na questão do corte de cabelo e do penteado das mulheres, cf. 1 Co 11).
Ceticismo e Crítica
Desde a Renascença, e mais especificamente desde o Iluminismo, têm-se desenvolvido filosofias que envolvem
o ceticismo diante das crenças cristãs básicas. É o caso do agnosticismo, que nega que Deus seja cognoscível;
do racionalismo, que nega que Ele seja incompreensível; do idealismo, que nega que Ele seja transcendente; e  
do existencialismo, que nega a racionalidade de Seus relacionamentos conosco. Quanto esses princípios não
bíblicos e anti bíblicos infiltram-se nas teologias do homem a nível das pressuposições, como frequentemente 
acontecem hoje em dia, a fiel interpretação das Sagradas Escrituras torna-se impossível.
Transmissão e Tradução
Uma vez que em nenhum lugar Deus prometeu uma transmissão inerrante da Escritura, é necessário afirmar que
somente o texto autográfico dos documentos originais foi inspirado e manter a necessidade da crítica textual
como meio de detectar quaisquer desvios que possam ter se infiltrado no texto durante o processo de sua
transmissão. O veredicto dessa ciência é, entretanto, que os textos hebraicos e grego parecem estar
surpreendentemente bem preservados, de modo que tempos amplo apoio para afirmar, junto com a Confissão de O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções

Westminster, uma providência especial de Deus nessa questão e em declarar que de modo algum a autoridade
das Escrituras corre perigo devido ao fato de que as cópias que possuímos não estão totalmente livres de erros.
Semelhantemente, tradução alguma é perfeita, nem pode sê-lo, e todas as traduções são um passo adicional de
distanciamento dos autographa. Porém, o veredicto da linguística é que pelo menos os cristãos de língua inglesa
[e portuguesa] estão muitíssimo bem servidos na atualidade com uma infinidade de traduções excelentes e não
têm motivo para hesitar em concluir que a Palavra verdadeira de Deus está ao seu alcance. Aliás, em vista da  
frequente repetição, nas Escrituras, dos principais assuntos de que elas tratam e também em vista do constante
testemunho do Espírito Santo a respeito da Palavra e através dela, nenhuma tradução séria das Santas Escrituras
chegará a de tal forma destruir seu sentido, a ponto de tornar inviável que elas façam o seu leitor "sábio para a
salvação pela fé em Cristo Jesus" (2Tm 3.15).
Inerrância e Autoridade
Ao confiarmos que a autoridade das Escrituras envolve a verdade total da Bíblia, estamos conscientemente nos
posicionando ao lado de Cristo e de Seus apóstolos, aliás, ao lado da Bíblia inteira e da principal vertente da 
história da igreja, desde os primeiros dias até bem recentemente. Estamos preocupados com a maneira casual,
inadvertida e aparentemente impensada como uma crença de importância e alcance tão vastos foi por tantas
pessoas abandonada em nossos dias.
Também estamos cônscios de que uma grande e grave confusão é resultado de parar de afirmar a total
veracidade da Bíblia, cuja autoridade as pessoas professam conhecer. O resultado de dar esse passo é que a  
Bíblia que Deus entregou perde sua autoridade e, no lugar disso, o que tem autoridade é uma Bíblia com o
conteúdo reduzido de acordo com as exigências do raciocínio crítico das pessoas, sendo que, a partir do
momento em que a pessoa deu início a essa redução, esse conteúdo pode em princípio ser reduzido mais e mais.
Isto significa que, no fundo, a razão independente possui atualmente a autoridade, em oposição ao ensino das  
Escrituras. Se isso não é visto e se, por enquanto, ainda são sustentadas as doutrinas evangélicas fundamentais,
as pessoas que negam a total veracidade das Escrituras podem reivindicar uma identidade com os evangélicos,
ao mesmo tempo em que, metodologicamente, se afastaram da posição evangélica acerca do conhecimento para
um subjetivismo instável, e não acharão difícil ir ainda mais longe.
Afirmamos que aquilo que as Escrituras dizem, Deus diz. Que Ele seja glorificado. Amém e amém.
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Retirado do apêndice do livro O ALICERCE DA AUTORIDADE BÍBLICA
James Montgomery Boice
Páginas 183 a 196
Editado por: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova
2ª Edição: 1989; Reimpressão: 1997.O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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9. AS TRADUÇÕES DA BÍBLIA (Extraído de: A Bíblia e sua História | SBB)O C Â N O N D A B Í B L I A
formação, inspiração, inerrância, autoridade e traduções
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.Autor: Leandro B. Peixoto

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