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Versículo da semana:

VERSÍCULO DA SEMANA:
"E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?" (Lucas 6:46)


Frase do momento

Frase do momento:

"Não é minha intenção atacar o denominacionalismo do cristianismo como errôneo. Eu somente quero dizer que para que o corpo de Cristo encontre uma efetiva expressão local, a base de comunhão deve ser verdadeira. E esta base é a relação de vida dos membros com o Seu Senhor e a sua desejosa submissão a Ele como o Cabeça. Tampouco estou pleiteando por aqueles que irão fazer uma seita carnal daquilo que poderia chamar de 'localismo', isto é, a estrita demarcação de igrejas por localidades. Porque tal pode ocorrer facilmente. Se o que estivermos fazendo hoje em vida se tornar amanhã um mero método, tal que seu próprio caráter alguns dos Seus forem excluídos, possa o Senhor ter misericórdia de nós e quebrar tudo!" (A Vida Normal da Igreja Cristã, capítulo 4. Grifo nosso)

1 de mar de 2013

De dentro para fora, ou de fora para dentro?




Durante muitos anos, ouvimos por diversas vezes, vários  ensinamentos a respeito do nome do Senhor Jesus e sua relação com nossa espiritualidade. Nesse tempo, tivemos experiências muito fortes e ricas com o nome de nosso Deus. Não questiono tais experiências, pois eu mesmo tive e ainda tenho doces e fortes vivências com o poder do nome de Jesus. Todavia, é chegada a hora de, aos pés do Senhor, sermos esclarecidos a respeito de tais ensinamentos. É tempo de sairmos da superficialidade, para mergulhamos até a fonte do poder que esse doce nome nos traz. Chegou o momento de descobrirmos o homem que está vinculado a este nome, para não cometermos o triste erro de chamar o nome do nosso Deus em vão. Esse texto, portanto, objetiva esclarecer a uma importante questão: Hoje, o trabalhar de Deus na humanidade é de fora para dentro (através de métodos, práticas, rituais, liturgias, mantras etc) ou é de dentro para fora, através da ação progressiva do Espírito Santo em nossos corações? Por extensão, ele também tentará esclarecer outras questões doutrinárias relacionadas ao nome do Senhor Jesus, a saber: Romanos 10:12 afirma que invocamos o nome do Senhor porque somos salvos, ou somos salvos porque invocamos o Seu nome? Em 1Coríntios 12:3 dizemos que Jesus é o Senhor porque entramos no Espírito, ou entramos no Espírito ao falar que Jesus é o Senhor



Permitam-me, primeiramente, um prólogo:

Antigamente, na velha aliança, Deus trabalhava nos lábios dos seus escolhidos de forma exterior (Is 6:6-7). Na nova aliança, a partir do sangue derramado na cruz do calvário (a realidade do altar) o Espírito de Deus age em nossos lábios a partir do nosso interior como um fogo santificador em nosso coração (Hb 12:29, 1Pe 1:, 4:12, 1Co 3:15). Assim, todo o  novo Testamento revela, de forma cristalina, que é a pessoa do Espírito Santo quem trabalha INTERNAMENTE como fogo em nosso coração rebelde, insubmisso e incrédulo, queimando as impurezas e transformando-o em um coração obediente, submisso, crente, piedoso.  Ou seja, o Espírito transforma nosso coração em um ambiente onde Cristo pode realmente reinar como Rei e Senhor de nossas vidas. De outra forma, inevitavelmente tropeçaremos nas palavras do Senhor em Lucas 6:46: "E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo?"


Contemplemos estas magníficas palavras: “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. (Fp 2:10-11 ARA). Como Deus  faz isso? É pela Vida! A Escritura diz: Por minha vida, diz o Senhor, diante de Mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus. (Rm 14:11). Nosso Pai celestial dobra nossos joelhos físicos curvando os joelhos da nossa alma, do nosso coração! Não há outro caminho, não existe prática, ritual ou método, para que Jesus, pelo Espírito da vida, viva em nós (Gl 2:20) e seja nossa vida (Fp 1:21). Primeiro, temos que aceitar a ação da cruz em nossas vidas, deixando o Espírito nos convencer a respeito do pecado, da justiça e do juízo (João 16:7-13). Sem a ação do Espírito, nossa boca poderá repetir milhões de vezes  que Jesus é o Senhor, sem que nosso coração aceite a realidade destas palavras. Estaremos então, fazendo o que Jesus advertiu em Mateus 15:8: "Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim".



Na oração que o Senhor Jesus nos ensinou em Mateus 6:9-10, lemos: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;” (Mt 6:9-10 ARA).

Encontramos aqui três instruções... e três desafios:

Como iremos santificar o nome do Pai?  O que faremos para trazer o Reino de Deus? Como procedemos para fazer a Sua vontade aqui na terra? A resposta é: Pelo Espírito!

Primeiro precisamos perceber que apenas podemos ser reconhecido como filhos de Deus e chamar Deus de Pai e de Papai pelo Espírito de filiação, de adoção (Rm 8:15, Gl 4:6)

Apenas o Espírito Santo é capaz de santificar o nome do Pai, pois Ele é o Espírito de santidade (Rm 1:4).

Apenas o Espírito da verdade pode nos guiar (Jo 16:13) em obediência à Deus para que possamos fazer a Sua vontade  e sermos agradáveis è Ele (Rm 8:8-14).

O Reino de Deus e dos céus torna-se nossa realidade quando o Espírito da realidade (pneuma alethéia, no grego) traz a realidade das riquezas insondáveis de Cristo para o nosso viver. Este é, resumidamente, o mistério da piedade: Deus se expressando em nossa carne crucificada, por meio de Cristo Jesus, através do poder do Espírito Santo (Gl 5:22-25, 1Tm 3:16). Esse é o fruto que o Espírito está produzindo em nós, essa é a realidade da igreja. Amados, Cristo é nossa vida (Gl 2:20), Ele também é o nosso viver (Fp 1:21) e a igreja é o resultado coletivo, a maravilhosa expressão plural desse viver.

Agradeço a paciência pela leitura desse longo, mas importante prólogo.



ROMANOS 10:12-13

“Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. (ARA)

“Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. (ACF)

“Porquanto não há diferença entre judeu e grego, porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. (ARC)

“Porquanto não há distinção entre judeu e grego; porque o mesmo Senhor o é de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”. (PJFA)

“Não há diferença entre judeus e gentios, pois o mesmo Senhor é Senhor de todos e abençoa ricamente todos os que o invocam, porque "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo"”. (NVI)

“Isso vale para todos, pois não existe nenhuma diferença entre judeus e não-judeus. Deus é o mesmo Senhor de todos e abençoa generosamente todos os que pedem a sua ajuda. Como dizem as Escrituras Sagradas: “Todos os que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos”. (NTLH)

“For there is no difference between the Jew and the Greek: for the same Lord over all is rich unto all that call upon him. For whosoever shall call upon the name of the Lord shall be saved”. (KJ)



Creio que agora podemos compreender melhor o que Paulo estava querendo dizer em Romanos 10:13. Ora, se neste versículo ele ensinava que uma pessoa ímpia é salva pelo invocar, então a salvação pode ser alcançada por um método muito simples e superficial: Basta uma pessoa repetir as palavras “Senhor Jesus” ou “Jesus é o Senhor” e pronto, já está salva. Se fosse realmente assim, esse método teria sido MUITO usado, ensinado e enfatizado não apenas por Paulo, mas também pelo Senhor e pelos demais apóstolos, mas não encontramos tal método, ensinamento ou ênfase na Bíblia.



Nesse ponto, alguém poderia genuinamente argumentar:

- Apenas repetir as palavras “Senhor Jesus” não é invocar!

Concordo plenamente! Esse é o ponto! Se lermos o capítulo 10 de Romanos desde o início perceberemos que o invocar é o resultado de sermos salvos e não o contrário.  Ao nos depararmos com o versículo 10 nos daremos conta que é pela ação do Espírito Santo de Deus em nosso coração que cremos e aceitamos Jesus como nosso Senhor, somente depois é que falamos. Com o coração saturado pelo Espírito da realidade (pneuma alethéia), desfrutamos a realidade das Suas insondáveis riquezas. Essa é a derradeira fonte das nossas experiências com o invocar. É assim, que o Senhor é rico para com todos os que O invocam. A nossa boca só fala do que o coração está cheio (Mt 12:34, Lc 6:45).

  

1CORÍNTIOS 12:3

“Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo”.(ACF)

“Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo.” (ARA)

“Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema! E ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo”. (ARC)

“Portanto vos quero fazer compreender que ninguém, falando pelo Espírito de Deus, diz: Jesus é anátema! e ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor! senão pelo Espírito Santo”. (PJFA)

“Por isso precisam compreender que ninguém que diz “Que Jesus seja maldito!” pode estar falando pelo poder do Espírito de Deus. E que ninguém pode dizer “Jesus é Senhor”, a não ser que seja guiado pelo Espírito Santo”. (NTLH)

“Wherefore I give you to understand, that no man speaking by the Spirit of God calleth Jesus accursed: and that no man can say that Jesus is the Lord, but by the Holy Ghost”. (KJ)


Agora, quando contemplamos melhor 1Coríntios 12:3 podemos responder à pergunta: Será que Paulo está nos ensinando uma fórmula mágica, uma frase mística que, num piscar de olhos, nos purifica e nos transforma em seres espirituais? Ou será que ele está dizendo que nosso coração é tão perverso, incrédulo (Hb 3:12), insubmisso (Hb 12:9) e rebelde (Rm 10:21 que só conseguimos afirmar que Jesus é o nosso Senhor pela ação do Espírito de Deus?

Sabemos que, por um lado, alguns ensinam que entramos no Espírito imediatamente, como se um interruptor para a espiritualidade e a piedade fosse ligado quando clamamos “Senhor Jesus”.  Por outro lado, os apóstolos e o próprio Cristo NUNCA ensinaram tal prática. Dizendo de outra forma: Se ao falarmos “Jesus é o Senhor” entramos no Espírito, então é muito simples, rápido e prático nos tornarmos pessoas espirituais e piedosas, basta ficarmos repetindo esta frase o tempo todo. Se fosse assim esta prática seria MUITO enfatizada pelo Senhor e por Seus apóstolos, mas não encontramos tal ênfase nas escrituras. A realidade do Reino não está do lado de fora, ela está dentro de nós (Lc 17:20-21)!



A Palavra de Deus é muito clara ao revelar que viver e andar no Espírito implica, primeiramente, em um viver interior pela fé (Ef 5:16, Gl 3:11, Hb 10:38). Fé é um dom concedido por Deus por meio da Sua graça (Ef 2:8) para a nossa completa (espírito, alma e corpo) salvação e santificação (1Ts 5:23). Enquanto a salvação do nosso espírito e corpo ocorre instantaneamente, a nossa alma é trabalhada lenta e progressivamente pela ação diária do Espírito da verdade em nós (Jo 14:17, 15:26, 16:13, 1Jo 4:6). Graças a Deus pela Suas misericórdias e pela Sua fidelidade. Foi  ele quem nos chamou, e é Ele quem também fará (1Ts 5:24).



Na Paz e no Amor daquele que nos salvou e nos chamou para Sua eterna glória

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